Política

Centrão afirma que governo não tem votos para impedir texto de anistia

Parlamentares aguardam julgamento de Bolsonaro no STF para retomar discussão sobre proposta na Câmara

Deputados do Centrão afirmam que o governo não possui maioria para barrar o texto da anistia na Câmara dos Deputados. A discussão foi adiada até o fim do julgamento de Jair Bolsonaro no STF.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, ainda não definiu quando a proposta será pautada para votação, e a extensão do texto segue indefinida.

Discussão sobre anistia fica em compasso de espera

Na semana passada, enquanto o Supremo Tribunal Federal iniciava o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, a pauta da anistia ganhava força no Congresso Nacional. Agora, os deputados federais optaram por aguardar o desfecho do julgamento antes de retomar a discussão do projeto de anistia.

Segundo parlamentares ouvidos, ainda não há clareza sobre qual será a extensão do texto final nem quando Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, irá pautar a proposta para votação em plenário.

O texto depende apenas de maioria simples para aprovação, ou seja, 257 dos 513 deputados. Líderes do Centrão avaliam que há votos suficientes para aprovar a medida, dificultando a posição do governo Lula, que não teria maioria para controlar os rumos da proposta.

Oposição ganha força e governo perde controle

O cenário atual favorece a oposição, já que o projeto de anistia é um projeto de lei e pode receber emendas, destaques ou alterações conforme interesses do Centrão. Essas movimentações podem modificar o texto final pouco antes da votação.

Parlamentares destacam que só será possível conhecer o conteúdo exato do texto na véspera da votação. Apesar de ainda não haver data definida, a expectativa é que a proposta volte à pauta após o término do julgamento de Jair Bolsonaro no STF.