Paulo Figueiredo, influenciador e neto do ex-presidente João Figueiredo, afirmou não saber se a declaração de Tarcísio de Freitas em apoio à anistia de Jair Bolsonaro é “amor sincero”. O comentário foi feito em meio à mudança de postura do governador de São Paulo, que passou a criticar abertamente o STF e defender Bolsonaro.
Figueiredo, aliado de Eduardo Bolsonaro nos EUA, destacou que, independentemente da sinceridade, “política se faz agregando vetores na direção que você quer”.
O influenciador Paulo Figueiredo abordou a participação de Tarcísio de Freitas nas manifestações pró-anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos réus julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em trama golpista. Segundo Figueiredo, não é possível saber se o apoio de Tarcísio é genuíno, mas ressaltou que isso é irrelevante no cenário político, pois “política se faz agregando vetores na direção que você quer, mesmo que por interesses diversos”.
A fala de Figueiredo ocorre em um contexto de mudança na postura política de Tarcísio, que deixou a moderação para criticar abertamente o julgamento no STF e o ministro Alexandre de Moraes, além de reiterar que Bolsonaro deve ser anistiado de qualquer crime ao final da semana.
Figueiredo, que atua como aliado de Bolsonaro e de seu filho Eduardo nos Estados Unidos, já criticou Tarcísio anteriormente. Em julho, após o governo Trump impor tarifas de 50% sobre exportações brasileiras, Figueiredo afirmou em seu perfil no X que o governador de São Paulo “atrapalha sem nem saber” e não teria acesso ao “mundo MAGA”, sendo visto como aliado da China e de Moraes.
Relação com o núcleo bolsonarista
No núcleo duro de apoiadores de Bolsonaro nos EUA, formado por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, Tarcísio de Freitas não é considerado um aliado sincero do ex-presidente. Essa percepção ficou evidente em agosto, quando a Polícia Federal recuperou conversas entre Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia. Em uma das mensagens, Eduardo afirmou ao pai: “Tarcísio nunca te ajudou em nada no STF. Sempre esteve de braço cruzado vendo vc se fuder e se aquecendo para 2026”.
Questionado se as recentes declarações públicas de Tarcísio, especialmente após o 7 de setembro, mudaram sua opinião, Figueiredo afirmou ter uma posição diferente de Eduardo. Ele explicou que criticou Tarcísio por não atuar pela anistia e por não criticar o STF, mas reconheceu que o governador passou a adotar essas posturas: “O sujeito tem feito exatamente a primeira coisa e domingo fez a segunda. Eu teria que ser incoerente para criticar. Algo que eu não sou”, concluiu.