Donald Trump emitiu neste domingo (7) um “último aviso” ao Hamas para que aceite acordo de libertação de reféns em Gaza. O governo dos EUA segue intermediando negociações indiretas de cessar-fogo entre Israel e o grupo palestino, ainda sem avanços. Trump considera essencial manter Netanyahu fortalecido para garantir influência dos EUA no Oriente Médio.
Vídeo do Hamas reacende tensão sobre reféns
Na sexta-feira (5), o Hamas divulgou um vídeo mostrando dois reféns israelenses, Guy Gilboa-Dalal e Alon Ohel, sequestrados há 700 dias. Guy afirmou estar em Gaza com outros oito reféns e demonstrou medo diante da ofensiva israelense. As imagens, datadas de 28 de agosto, revelam que Alon perdeu a visão de um dos olhos, segundo sua família, que não autorizou a divulgação do vídeo.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, criticou o “terror psicológico” do Hamas e defendeu a ocupação total da Faixa de Gaza. Enquanto isso, familiares dos reféns e ativistas protestaram em Tel Aviv, pedindo ajuda a Trump e o fim da guerra, além da libertação dos 48 reféns ainda sob poder do grupo.
Israel controla atualmente 40% da cidade de Gaza e avança pelos subúrbios em direção ao centro, com operações para desmantelar túneis do Hamas e localizar armas. Apesar dos esforços, o cessar-fogo parece distante, com o Egito, mediador das negociações, endurecendo sua postura contra Israel e rejeitando o deslocamento em massa de palestinos.
Revogação de vistos aprofunda crise diplomática
No final de agosto, o Departamento de Estado dos EUA revogou vistos de membros da Autoridade Palestina e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), incluindo o presidente Mahmoud Abbas e outros 80 representantes. Abbas é esperado em setembro na Assembleia Geral da ONU em Nova York, mas não está claro se a revogação impedirá sua presença.
O governo Trump acusa a Autoridade Palestina e a OLP de associações com o “terrorismo” e de não cumprirem compromissos, além de minarem as perspectivas de paz no Oriente Médio. As sanções aumentam a tensão diplomática e dificultam o avanço nas negociações para o fim do conflito.