Jair Bolsonaro completa um mês em prisão domiciliar, medida imposta em 4 de agosto pelo ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente foi indiciado pela Polícia Federal após novas provas e enfrenta monitoramento reforçado, exames médicos e restrições a visitas em sua residência em Brasília.
Decisão judicial e início da prisão domiciliar
A prisão domiciliar de Bolsonaro foi determinada em 4 de agosto por Alexandre de Moraes, relator das investigações contra o ex-presidente. A decisão ocorreu após o magistrado considerar que Bolsonaro violou restrições cautelares, incluindo o uso de redes sociais, impostas em julho. A defesa nega descumprimento das medidas e solicitou a reconsideração da prisão, alegando colaboração do ex-presidente com as investigações.
Indiciamento e novas provas
No dia 20 de agosto, a Polícia Federal indiciou Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, por coação de autoridades envolvidas na ação penal em que o ex-presidente é réu. O relatório da PF aponta indícios de coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, incluindo pressão sobre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, além de apoio financeiro a ações no exterior. O material foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República para análise.
Monitoramento reforçado e exames médicos
Em 26 de agosto, a polícia penal do Distrito Federal intensificou o monitoramento de Bolsonaro, passando a acompanhá-lo em tempo real, por determinação de Moraes. O reforço foi motivado pelo risco de fuga, atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior e a proximidade do julgamento do processo sobre a tentativa de golpe. No dia 30, a vigilância foi ampliada para a área externa da residência, incluindo vistorias em veículos e vigilância presencial devido a ‘pontos cegos’.
Exames médicos
Em 16 de agosto, Bolsonaro realizou exames em um hospital de Brasília, autorizados por Moraes. O boletim médico indicou infecções pulmonares, esofagite e gastrite.
Visitas de familiares e políticos
Durante o mês, Bolsonaro obteve autorizações para receber familiares, como filhos, cunhadas, netas e netos, sem necessidade de autorização prévia. Políticos aliados também visitaram o ex-presidente, incluindo Tarcísio Gomes de Freitas, Valdemar Costa Neto, Arthur Lira e outros parlamentares.