Os Estados Unidos suspenderam a isenção de impostos para pacotes importados de até US$ 800, medida que entrou em vigor nesta sexta-feira (29). A decisão afeta produtos de todos os países, com destaque para itens vindos da China, e busca proteger a indústria local e combater práticas de comércio desleal.
Antes, remessas com valor até US$ 800 não eram tributadas, mas agora passam a pagar impostos ao entrar no país. A Casa Branca afirma que a nova regra também visa combater tráfico de drogas e desequilíbrios comerciais.
Entenda a nova regra para importação
A partir desta sexta-feira (29), todas as remessas comerciais enviadas aos Estados Unidos com valor de até US$ 800 passam a ser taxadas. Antes, esse tipo de pacote era isento de impostos, o que favorecia principalmente o comércio de produtos de baixo valor, como as chamadas “blusinhas” americanas, frequentemente importadas da China.
A medida se aplica a remessas enviadas fora da rede postal internacional e atinge produtos de todos os países, não apenas da China. O governo americano justifica a decisão como uma forma de proteger a indústria nacional, combater o comércio desleal e enfrentar o tráfico de drogas e desequilíbrios comerciais.
Segundo especialistas, a suspensão da isenção pode provocar aumento de custos para consumidores e empresas que dependem desses produtos importados, além de gerar tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. Ajustes nas cadeias globais de suprimentos também são esperados.
Comparação com a “taxa das blusinhas” no Brasil
A nova regra dos Estados Unidos lembra a chamada “taxa das blusinhas”, implementada no Brasil em 2023. No caso brasileiro, o governo passou a cobrar 60% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, que antes eram isentas. O objetivo foi ampliar a arrecadação e equilibrar a concorrência entre varejistas nacionais e plataformas estrangeiras de e-commerce, como Shein, Shopee e AliExpress.
Nos EUA, a expectativa é que a medida tenha impacto semelhante, favorecendo a indústria local e alterando o cenário do comércio eletrônico internacional. O mercado segue atento aos desdobramentos e possíveis reações da China e de outros países exportadores.