Política

Lula sanciona lei para proteger crianças de conteúdo impróprio nas redes sociais

Nova legislação impõe regras a plataformas digitais e reforça mecanismos de controle parental e verificação de idade

O presidente Lula sancionou nesta quarta-feira (17) uma lei que visa combater a ‘adultização’ de crianças nas redes sociais. A nova legislação estabelece obrigações para provedores digitais, como vincular contas de menores a responsáveis e remover conteúdos abusivos.

Empresas que descumprirem as normas podem ser multadas em até R$ 50 milhões ou ter atividades suspensas. A lei também exige mecanismos de controle parental e verificação confiável de idade para acesso a conteúdos impróprios.

Regras para plataformas digitais

A lei sancionada por Lula determina que provedores de serviços digitais devem garantir a vinculação de contas de crianças e adolescentes a um responsável legal. Além disso, plataformas devem remover conteúdos abusivos direcionados a esse público. As penalidades para descumprimento variam de multas de R$ 10 por usuário cadastrado até um teto de R$ 50 milhões, podendo chegar à suspensão temporária ou definitiva das atividades da empresa.

Verificação de idade e acesso

Fornecedores de produtos com conteúdo impróprio para menores de 18 anos são obrigados a impedir o acesso de crianças e adolescentes. A verificação da idade deve ser feita por mecanismos confiáveis a cada acesso, sendo proibida a autodeclaração. O poder público poderá atuar como regulador e certificador desses processos.

Para redes sociais, contas de usuários com até 16 anos precisam estar obrigatoriamente vinculadas à identificação de um responsável legal. Os provedores podem solicitar a verificação da identidade dos menores.

Supervisão parental e prevenção

Empresas devem oferecer ferramentas para que pais e responsáveis acompanhem o conteúdo acessado por crianças e adolescentes e limitem o tempo de uso. Avisos claros devem indicar quando a supervisão parental está ativa.

As plataformas também devem adotar políticas de prevenção à intimidação e ao assédio virtual, além de desenvolver programas educativos para todos os envolvidos sobre riscos e formas de enfrentamento dessas práticas.

Relatórios e fiscalização

Plataformas com mais de 1 milhão de crianças ou adolescentes como usuários deverão apresentar relatórios semestrais detalhando denúncias de abusos, quantidade de conteúdo moderado e gerenciamento de riscos à segurança e saúde desse público.

Criação da Agência Nacional de Proteção de Dados

O presidente editou uma medida provisória que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados em Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), tornando-a uma agência reguladora. Segundo o governo, isso dará à ANPD mais robustez e autonomia para regular, fiscalizar e sancionar de forma efetiva.

Foi vetado o trecho que atribuía competências à Anatel, considerado inconstitucional. Um decreto irá organizar a divisão de funções entre os órgãos reguladores, mantendo a Anatel responsável por ordens de bloqueio a provedores de conexão e o Comitê Gestor da Internet (CGI) sobre nomes de domínio (DNS).

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Brasileiros apoiam remoção de conteúdos que incentivem adultização nas redes sociais

ECA Digital entra em vigor e obriga plataformas a proteger menores online

Lula assina decretos do ECA Digital e proíbe rolagem infinita para crianças nas redes

Juíza Vanessa Cavalieri alerta para riscos das redes sociais a crianças após vídeo de Felca

Oposição ameaça obstruir votação de projeto sobre adultização infantil nas redes

Governo anuncia envio de projeto ao Congresso para regular big techs e punir crimes nas redes