A polícia do Equador apreendeu um carregamento de explosivos que seria enviado à Colômbia para atos terroristas, neste domingo. A operação ocorreu na província de Carchi, na fronteira com a Colômbia. Dois equatorianos foram presos durante a ação, batizada de Vitória.
Operação Vitória e detalhes da apreensão
O carregamento de explosivos, considerado “significativo” pelas autoridades, foi interceptado quando era transportado em um pequeno caminhão vindo da província de El Oro, na fronteira com o Peru. O destino final seria a Colômbia, país que enfrenta uma grave crise de violência. Os detidos foram identificados como Luis Aníbal Ch. B. e Karla Esmeralda Ch. P., que escondiam o material em sacolas de plástico e náilon.
A descoberta ocorreu durante uma operação de rotina na localidade de San Gabriel, quando policiais realizavam controles preventivos. Segundo comunicado divulgado no X, “identificamos material explosivo que seria usado na execução de atos terroristas na Colômbia”.
Contexto da violência na Colômbia
A Colômbia vive sua pior onda de violência em uma década, impulsionada por ações de guerrilheiros e máfias envolvidas com narcotráfico, extorsão e mineração ilegal. O recente aumento nos ataques violentos preocupa autoridades e a população.
Atentados recentes e contexto político
Na última quinta-feira, um ataque com caminhão-bomba em Cali deixou seis mortos e mais de 60 feridos. Dois guerrilheiros foram presos e acusados de homicídio e outros crimes, segundo o Ministério Público colombiano. No mesmo dia, outro grupo guerrilheiro matou 13 policiais em Antioquia, após derrubar um helicóptero usando drone e fuzis.
Autoridades atribuem esses atentados a dissidências das Farc que rejeitaram o acordo de paz de 2016. O acordo trouxe tranquilidade ao país, mas também abriu espaço para que grupos dissidentes, paramilitares e cartéis disputassem o controle de territórios.
Essas dissidências são responsabilizadas por dezenas de ataques recentes, incluindo o assassinato do senador de direita e pré-candidato à presidência Miguel Uribe Turbay.