O governo federal definiu a lista de alimentos originalmente exportados para os Estados Unidos que serão comprados após a imposição de tarifas adicionais de 50%. A medida, anunciada após decisão do presidente americano Donald Trump, visa garantir o abastecimento interno e apoiar produtores atingidos.
Os produtos adquiridos serão destinados a programas como merenda escolar, Forças Armadas e hospitais. A autorização foi concedida por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 13 de agosto.
Lista de alimentos afetados e regras para participação
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério da Agricultura, a lista inclui alimentos como açaí, água de coco, castanha de caju, castanha-do-pará, manga, mel, uva e pescados (corvina, pargo, tilápias e peixes congelados). Outros produtos como soja, milho, carne bovina, carne de frango, suínos, café, açúcar e suco de laranja também terão compra garantida pelo governo.
Para participar do programa de compras extraordinárias, empresas deverão apresentar documentos que comprovem a perda de exportação devido à tarifa adicional dos EUA e ao menos uma declaração de exportação para o país desde janeiro de 2023.
Impactos das tarifas e medidas complementares
O tarifaço imposto pelos Estados Unidos aumentou em 50% o custo de entrada dos produtos brasileiros no mercado americano, reduzindo a competitividade e o volume das exportações. Embora o governo americano tenha estabelecido exceções, muitos produtos agrícolas foram afetados.
Além das compras para abastecimento interno, o pacote do governo inclui R$ 30 bilhões em linhas de crédito para empresas exportadoras atingidas e adiamento no pagamento de impostos. Outras medidas, como incentivos fiscais, estão sendo estudadas para fortalecer a cadeia produtiva e minimizar impactos econômicos.