Política

União Europeia anuncia novas sanções à Rússia após reunião entre Trump e Putin

Bloco europeu pede nova rodada de negociações sem presença russa e pressiona por fim da guerra na Ucrânia

Após o encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin na sexta-feira (15), a União Europeia declarou neste sábado (16) que vai reforçar sanções contra Moscou. O bloco também propôs uma nova reunião sobre o conflito na Ucrânia, excluindo a Rússia e com a participação apenas do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e líderes europeus.

O comunicado europeu enfatizou que as fronteiras internacionais não devem ser alteradas à força, enquanto Trump e Putin não chegaram a um acordo de cessar-fogo.

Sanções e posicionamentos internacionais

Em comunicado conjunto, os países da União Europeia afirmaram que continuarão a reforçar sanções e medidas econômicas para pressionar a Rússia até que a paz seja alcançada. O bloco defende que as fronteiras internacionais permaneçam inalteradas por força militar. O Instituto para o Estado da Guerra (ISW) aponta que Moscou controla cerca de 20% do território ucraniano atualmente, e nenhum dos lados sinalizou disposição para abrir mão dessas regiões.

Donald Trump classificou o encontro com Putin como “ótimo” e “bem-sucedido”, apesar de não ter sido firmado um acordo de cessar-fogo. Em sua rede Truth Social, Trump afirmou que o melhor caminho para encerrar o conflito é buscar um Acordo de Paz definitivo, e não apenas um cessar-fogo temporário. Ele também confirmou que se reunirá com Zelensky na Casa Branca na segunda-feira (18), para discutir próximos passos na tentativa de encerrar a guerra.

Volodymyr Zelensky apoiou a proposta de Trump para uma reunião trilateral entre Ucrânia, EUA e Rússia, destacando que questões-chave podem ser discutidas diretamente entre os líderes. O telefonema de Trump com Zelensky e outros sete líderes europeus, incluindo o Secretário-Geral da OTAN, durou uma hora e buscou alinhar estratégias para o fim do conflito.

Detalhes do encontro e reações

A reunião entre Trump e Putin ocorreu na base militar Elmendorf-Richardson, em Anchorage, no Alasca, e durou três horas. Ambos trocaram elogios e destacaram o caráter construtivo do diálogo. Putin ressaltou a necessidade de considerar as preocupações da Rússia e mencionou o potencial de parcerias comerciais entre os países. Ele também sugeriu que o próximo encontro seja realizado em Moscou.

Trump afirmou que a reunião foi produtiva e que houve concordância na maioria dos pontos, embora ainda não tenha sido possível chegar a um acordo de cessar-fogo. O presidente americano indicou que novas conversas com Zelensky e membros da OTAN acontecerão em breve. O enviado especial russo Kirill Dmitriev avaliou as negociações como “notavelmente” positivas.

O encontro marcou a primeira cúpula entre os dois países desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, e o primeiro encontro a sós entre Trump e Putin desde 2018. Apesar das expectativas de um confronto direto, ambos líderes demonstraram esperança em avançar para a paz, embora tenham reconhecido a complexidade das negociações. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que, ao final, caberá à Ucrânia e à Rússia concordar pela paz.

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