O IPCA subiu 0,26% em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (12).
O índice ficou abaixo da previsão do mercado, que esperava alta de 0,30%.
Alimentos recuaram e combustíveis caíram, mas energia elétrica residencial subiu 3,04%.
Desempenho dos principais grupos de preços
O grupo Habitação liderou a alta do IPCA, crescendo 0,91% em julho. O destaque ficou para a energia elétrica residencial, que subiu 3,04% devido à manutenção da bandeira tarifária vermelha patamar 1, que adicionou R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. No acumulado do ano, a energia elétrica residencial já subiu 10,18%, sendo o principal impacto individual (0,39 p.p.) no resultado do IPCA de 3,26% no período.
Já o grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, teve queda média de preços de -0,27% em julho, marcando o segundo recuo consecutivo. A alimentação no domicílio caiu 0,69%, com destaque para batata-inglesa (-20,27%), cebola (-13,26%) e arroz (-2,89%).
Os transportes apresentaram queda de 0,1%, puxados pela redução nos preços dos combustíveis.
Inflação acumulada e expectativas
Com o resultado de julho, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,8%, dentro da meta do Banco Central. No ano, o IPCA acumula alta de 3,26%. Nos 12 meses anteriores, o índice havia sido de 5,23%, abaixo dos 5,35% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2024, a variação havia sido de 0,38%.
O aumento de 0,26% em julho representa desaceleração em relação a junho, quando o índice subiu 0,45%. O resultado também ficou 0,02 ponto percentual acima da taxa de 0,24% de junho.
Especialistas avaliam que a inflação deve seguir em ritmo controlado, mas alertam para possíveis pressões vindas de fatores externos e variações cambiais nos próximos meses.