O IPCA de junho de 2026 registrou alta de 0,16%, segundo o IBGE — desaceleração expressiva frente aos 0,58% anotados em maio.
A queda nos preços de alimentos e bebidas foi o principal fator de contenção do índice no mês, enquanto o grupo Habitação seguiu pressionando os preços.
Nos últimos 12 meses, a inflação acumula 4,64%, abaixo dos 4,72% registrados até maio.
O resultado final ficou bem abaixo da prévia: o IPCA-15 de junho havia sinalizado alta de 0,41%, mas o fechamento do mês surpreendeu pela moderação — em parte porque os alimentos, que lideravam as pressões na prévia, registraram queda no resultado oficial.
O que pressionou e o que aliviou
Habitação foi o grupo com a maior alta de preços em junho e o que mais pesou na composição do índice no mês. Na ponta oposta, Alimentos e Bebidas fechou em queda, segurando o IPCA no menor patamar recente.
Despesas Pessoais registrou a segunda maior alta entre os grupos, com aumento de 0,25%. Os principais reajustes vieram dos serviços de empregado doméstico (0,53%) e de cabeleireiro e barbeiro (0,65%). Educação, por sua vez, encerrou o período em leve queda.
Acumulado no ano e comparativo histórico
Com o dado de junho, o IPCA acumula alta de 3,36% em 2026. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a inflação ficou abaixo: em junho de 2025, o índice havia marcado 0,24%.
O resultado representa uma desaceleração expressiva em relação a maio, quando o IPCA havia registrado 0,58% — período em que alimentos e habitação concentraram metade da alta dos preços.
A trajetória de queda no acumulado de 12 meses — de 4,72% em maio para 4,64% em junho — sinaliza uma inflação em desaceleração, ainda que o grupo Habitação permaneça como ponto de atenção para os próximos meses.
