O presidente Lula recebeu nesta quinta-feira (7), no Palácio da Alvorada, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e outros líderes do partido para um almoço estratégico.
O encontro, fora da agenda oficial, reforçou o apoio do PSD ao governo na Câmara e no Senado, sem cobranças de ambos os lados.
Essa reunião integra uma série de conversas de Lula com partidos aliados, mirando as eleições de 2026.
Detalhes do encontro com o PSD
O almoço promovido por Lula no Palácio da Alvorada contou com a presença de Gilberto Kassab, presidente do PSD, além da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o deputado Antônio Brito (PSD-BA), o senador Otto Alencar (PSD-BA) e os ministros André de Paula (Pesca e Aquicultura), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Carlos Fávaro (Agricultura), todos do PSD.
Segundo relatos de um dos presentes, o principal tema da conversa foi o apoio que o PSD tem dado ao governo federal tanto na Câmara quanto no Senado. Não houve cobranças nem por parte de Lula, nem de Kassab. O encontro foi realizado a convite do presidente e não constava na agenda oficial até a última atualização da reportagem.
Articulação com outros partidos
A reunião faz parte de uma rodada de encontros promovida por Lula para estreitar laços com partidos aliados, já de olho nas eleições de 2026. Na semana anterior, o presidente recebeu a ala governista do MDB e, em seguida, ministros e líderes do União Brasil.
Negociações com MDB e União Brasil
Lula tenta garantir o MDB em sua chapa de reeleição, mas enfrenta resistência de setores do partido que consideram apoiar nomes da oposição, como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o presidente do MDB, Baleia Rossi, que não compareceu ao encontro no Planalto.
Nos bastidores, dirigentes do MDB afirmam que Lula terá de oferecer espaço significativo ao partido para garantir o apoio, incluindo a vaga de vice-presidente. Um dos nomes cogitados é o da ministra do Planejamento, Simone Tebet.
Em relação ao União Brasil, Lula chamou ao Planalto os ministros Celso Sabino (Turismo), Juscelino Filho (Comunicações) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) para averiguar se pretendiam deixar o governo. Os três ministros afirmaram que desejam permanecer nos cargos e não concordam com o tom crítico da direção do partido, comandado por Antonio Rueda, que tem feito críticas públicas ao governo e ameaça sair da base aliada, movimento semelhante ao do PP.