Após a cobrança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião ministerial nesta terça-feira (26), ministros do Centrão passaram a ser aconselhados por aliados a não comparecerem a eventos de seus partidos.
A orientação busca evitar constrangimentos, já que Lula exigiu que membros do governo defendam sua administração publicamente em agendas partidárias.
Lula também afirmou que as portas do governo permanecem abertas para quem quiser apoiar sua candidatura à Presidência.
Ministros do Centrão no governo Lula
Atualmente, entre os ministros ligados ao Centrão estão Celso Sabino (Turismo), Waldez de Goes (Integração Nacional) e Frederico Siqueira (Comunicações), todos do União Brasil, além de André Fufuca (Esportes), do PP.
Na reunião ministerial desta terça, esses ministros participaram de um gesto simbólico ao tirarem fotos usando o boné azul com a inscrição “Brasil é dos brasileiros”, acessório distribuído por Lula a seus auxiliares.
Apesar da pressão dos partidos, esses ministros não pretendem deixar o governo em 2024. Eles cogitam sair apenas em abril do próximo ano, prazo final para desincompatibilização visando as eleições de 2026.
Possíveis rupturas e cenários futuros
Alguns ministros do Centrão consideram romper com suas legendas para manter o apoio a Lula em seus estados, mesmo diante da pressão partidária.
Além do União Brasil e Progressistas, também há ministros do Republicanos e PSD no governo, embora estes não tenham sido cobrados diretamente pelo presidente na reunião.
Os partidos Republicanos e PSD tendem a apoiar o governador Tarcísio Gomes de Freitas caso ele decida disputar a Presidência da República, o que pode influenciar futuros alinhamentos políticos no governo.