Política

União Brasil antecipa análise sobre saída de ministérios no governo Lula

Executiva nacional vai discutir entrega de cargos e possível punição a filiados que permanecerem em ministérios

O União Brasil antecipou para terça-feira (2) a discussão sobre a entrega de ministérios ocupados no governo Lula. A decisão ocorre após cobranças do presidente durante reunião ministerial. A executiva nacional do partido avaliará diretriz para saída de filiados dos cargos.

O vice-presidente da sigla, ACM Neto, afirmou que a reunião já estava prevista, mas as falas de Lula aceleraram o debate. A proposta pode determinar que ministros deixem as pastas e cargos sejam entregues.

Discussão interna e possíveis punições

Dirigentes do União Brasil explicam que a resolução em análise visa impedir a permanência de filiados em cargos do governo Lula. Caso a diretriz seja aprovada, a continuidade de membros da sigla em ministérios poderá ser considerada ato de infidelidade partidária, com risco de expulsão.

Atualmente, o partido é associado à indicação de três ministérios, mas a regra deve atingir apenas Celso Sabino (Turismo), único ministro filiado ao União Brasil. Os ministros Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações) ocupam cargos em cotas do partido, mas foram indicados por Davi Alcolumbre (União-AP).

Além dos ministros, a diretriz pode obrigar a entrega de outros cargos ocupados por membros do União Brasil na administração federal. Segundo relatos, a cobrança direta de Lula aos ministros do União e do Progressistas (PP) para que defendessem o governo foi o estopim para a antecipação do debate.

Federação com o Progressistas e próximos passos

O União Brasil e o Progressistas oficializaram recentemente a criação de uma federação partidária. Inicialmente, os líderes da federação pretendiam postergar a discussão sobre o desembarque do governo Lula.

No entanto, o União Brasil decidiu adiantar a análise e tratar a questão de forma independente do PP, já que a formalização da aliança ainda depende da Justiça Eleitoral. A expectativa é que a decisão da executiva nacional traga novos rumos para a participação do partido no governo federal e para seus filiados em cargos de destaque.