O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que o plano de contingência do governo federal para mitigar os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos já foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O anúncio oficial ainda não tem data definida e dependerá da decisão de Lula, segundo Alckmin, que afirmou que as medidas focam nas empresas exportadoras mais impactadas.
O plano inclui apoio financeiro, linhas de crédito diferenciadas e atuação de bancos públicos, com impacto fiscal limitado.
Medidas para enfrentar o tarifaço
O governo federal estruturou um plano de contingência voltado para as empresas brasileiras mais atingidas pelo aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos. O foco principal são aquelas companhias que possuem maior volume de exportações para o mercado norte-americano.
Entre as ações previstas estão a oferta de apoio financeiro, linhas de crédito com juros diferenciados, extensão de prazos para pagamentos e a atuação de bancos públicos, como o BNDES. Segundo Alckmin, essas medidas foram inspiradas em experiências anteriores, como as adotadas durante a pandemia, e foram desenhadas para limitar o impacto fiscal.
Decisão sobre o anúncio
Alckmin declarou a jornalistas que “o presidente vai bater o martelo e aí vai ser anunciado, se não for amanhã, provavelmente na segunda ou na terça-feira”. O vice-presidente explicou ainda que o critério para atendimento será o grau de impacto sofrido pelas empresas, priorizando aquelas com maior exportação para os Estados Unidos.
Duas frentes de atuação do governo
De acordo com Alckmin, o governo está trabalhando em duas frentes simultâneas para enfrentar o tarifaço. A primeira é a tentativa de negociar a redução da alíquota de 50% sobre produtos brasileiros e buscar a exclusão de itens do tarifaço junto às autoridades norte-americanas.
A segunda frente é o suporte direto aos setores mais prejudicados, por meio do plano de contingência já apresentado a Lula. “Exatamente para atender aquelas empresas que foram mais afetadas, que tem uma exportação maior e maior para os Estados Unidos. Você vai por uma régua aí”, detalhou o vice-presidente.
O governo aguarda agora a decisão do presidente Lula sobre o momento mais adequado para o anúncio oficial das medidas, que pode ocorrer nos próximos dias, conforme sinalizou Alckmin.