O governador Eduardo Leite afirmou nesta quarta-feira (6) que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro tem responsabilidade na imposição da tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Leite também destacou que discursos “antiamericanos” do presidente Lula contribuíram para o clima de animosidade.
As declarações ocorreram após reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, em Brasília, onde Leite expressou preocupação com setores produtivos do Rio Grande do Sul.
Impactos das tarifas no Rio Grande do Sul
Segundo Eduardo Leite, o Rio Grande do Sul está entre os estados mais prejudicados pela nova tarifa dos Estados Unidos. Os setores mais afetados incluem produtos de metal, armas e munições, setor coureiro calçadista e produtos de madeira. O governador ressaltou que a medida traz consequências diretas para a economia regional, especialmente para a manutenção de empregos nessas áreas.
Durante a reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, Leite questionou sobre eventuais ações para proteger os postos de trabalho no estado. Segundo ele, Alckmin informou que um “pacote robusto” de medidas está em elaboração pelo governo federal, mas não detalhou quais seriam essas ações.
Leite afirmou: “Ele elencou alguns itens, mas não tenho condições de falar. Próprio governo que vai falar sobre as medidas, mas me parece que medidas que foram tomadas tanto na pandemia como nas enchentes do RS são exemplos de políticas públicas podem ser adotadas em favor das empresas mais afetadas”.
Negociações e ambiente político
O governador também relatou que o vice-presidente segue em tratativas com representantes do governo americano, buscando novas exceções à tarifa e a revisão da medida imposta pelos Estados Unidos.
Leite enfatizou que, além da atuação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, o discurso do presidente Lula, classificado por ele como “antiamericano”, também contribuiu para o ambiente de animosidade que favoreceu a decisão dos Estados Unidos.
O cenário reforça a preocupação do governo estadual com o futuro dos setores produtivos do Rio Grande do Sul e com a necessidade de políticas públicas para mitigar os efeitos negativos da tarifa sobre a economia local.