Política

Lula adota cautela com Trump e busca aliviar tarifaço dos Estados Unidos

Presidente evita críticas diretas a Trump para negociar retirada de produtos brasileiros das tarifas e prepara medidas de apoio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por uma postura cautelosa diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Em declaração no domingo (3), Lula afirmou que possui “limite de briga” com o governo americano e não pode dizer tudo o que pensa. A estratégia visa facilitar negociações para retirar setores brasileiros do tarifaço.

Enquanto lideranças do PT criticaram Donald Trump, Lula preferiu não confrontar o presidente dos EUA, que sinalizou abertura ao diálogo. O governo brasileiro busca excluir produtos como café, frutas e carnes das tarifas, com esforços liderados por Geraldo Alckmin e Mauro Vieira.

Negociações e esforços para ampliar exceções

O foco do governo brasileiro está em ampliar a lista de produtos isentos das novas tarifas dos Estados Unidos. Geraldo Alckmin, vice-presidente, e Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, concentram esforços para incluir itens como café e frutas na lista de exceções, além das carnes. O objetivo é evitar que setores importantes da economia nacional sejam afetados pelo tarifaço, que entra em vigor na quarta-feira (6).

Durante evento no domingo (3), lideranças do PT subiram ao palco e fizeram críticas contundentes ao presidente norte-americano, Donald Trump. Lula, no entanto, adotou tom mais diplomático, justificando que o Brasil busca negociar e não pode se dar ao luxo de arroubos. Segundo o presidente, o país precisa manter o canal de diálogo aberto para tentar aliviar os impactos das tarifas.

Medidas de contingência e apoio ao setor cafeeiro

O governo brasileiro já finalizou um plano de contingência para amparar empresas prejudicadas pelas medidas dos Estados Unidos. Lula pretende anunciar essas ações em pronunciamento à nação após a divulgação oficial, por parte de Trump, dos setores que sofrerão tarifas de 50%.

Enquanto as negociações prosseguem, o setor cafeeiro recebeu uma notícia positiva: a China autorizou 183 novas empresas brasileiras a exportar café para o país asiático, o que deve amenizar parte dos prejuízos causados pelo tarifaço. A expectativa é que essa abertura de mercado ajude a compensar eventuais perdas e sirva de alívio para produtores nacionais.

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