Flávio Bolsonaro declarou nesta terça-feira (5) que a postagem de vídeo do pai, Jair Bolsonaro, foi feita por iniciativa própria e não a pedido do ex-presidente.
O senador negou intenção de burlar as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro na segunda-feira (4).
Flávio afirmou que apagou o vídeo após orientação dos advogados e criticou a decisão, classificando-a como “barbaridade”.
Decisão do STF e reação de Flávio Bolsonaro
Na segunda-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, alegando descumprimento de medidas restritivas em vigor desde 18 de julho. Entre as restrições, estava a proibição do uso de redes sociais, inclusive por meio de terceiros.
Segundo Moraes, Bolsonaro teria preparado conteúdos para serem publicados nas redes de seus filhos e apoiadores, reiterando condutas ilícitas e demonstrando desrespeito às determinações judiciais. O ministro citou a publicação de Flávio Bolsonaro, na qual o ex-presidente se dirigia a manifestantes em Copacabana, como exemplo de tentativa de omitir o descumprimento das medidas cautelares.
Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (5), Flávio afirmou que, como cidadão brasileiro, tem direito de postar o que quiser em suas redes sociais e que não imaginou que a publicação resultaria em descumprimento judicial. “Não foi o presidente Jair Bolsonaro que pediu para eu postar, para burlar qualquer medida cautelar”, declarou o senador.
Flávio disse ainda que apagou o vídeo após contato dos advogados do pai e negou que vá usar seu registro de advogado para visitar Bolsonaro. Ele e o irmão Carlos pretendem pedir autorização ao STF para visitar o ex-presidente.
Repercussão internacional e medidas adicionais
A decisão do STF repercutiu na imprensa internacional, que destacou a ação contra o ex-presidente. Órgãos ligados ao Departamento de Estado dos EUA criticaram a decisão de Alexandre de Moraes e ameaçaram outras autoridades que apoiarem a medida.
Além da prisão domiciliar, Moraes proibiu visitas e determinou a apreensão de celulares. Segundo o ministro, Bolsonaro utilizou redes de aliados, incluindo seus filhos parlamentares, para divulgar mensagens de incentivo a ataques ao STF e apoio à intervenção estrangeira no Judiciário brasileiro.
Flávio Bolsonaro classificou a decisão como “barbaridade” e afirmou que não há motivo para proibir visitas de filhos ao pai. Atualmente, apenas Laurinha, filha mais nova de Bolsonaro que mora com ele, tem acesso ao ex-presidente.