Política

Congresso discute ampliação da licença paternidade com base em estudos e projetos de lei

Propostas avançam para estender benefício, com apoio de organizações civis e análise de impactos sociais e econômicos

A ampliação da licença-paternidade está em debate urgente no Congresso Nacional, com projetos propondo estender o benefício para até 180 dias. Estudos apontam vantagens para famílias, empresas e igualdade de gênero. Atualmente, o benefício é de 5 dias, mas propostas em análise sugerem aumentos graduais e compensação de custos via Previdência.

A discussão envolve apoio de parlamentares de diferentes espectros e organizações civis, além de pressão do STF para regulamentação. O tema mobiliza setores produtivos e sociais, que avaliam impactos e desafios da medida.

Debate e tramitação no Congresso

O Congresso Nacional discute ampliar a licença-paternidade, atualmente de 5 dias, para até 180 dias, conforme projetos em tramitação. Uma proposta apoiada pela CoPai prevê extensão para 30 dias nos primeiros dois anos, 45 dias no terceiro e quarto ano, 60 dias após quatro anos e 120 dias em casos de ausência materna. O custo seria inicialmente de R$ 3,7 bilhões ao ano, podendo chegar a R$ 5,8 bilhões com 60 dias de afastamento, pagos pelas empresas e compensados pela Previdência.

Em 2024, foi criada a Frente Parlamentar Mista pela Licença Paternidade, presidida por Tábata Amaral, com Damares Alves como vice. No Senado, o projeto de Jorge Kajuru, relatado por Damares, prevê licença inicial de 30 dias, ampliada até 60 dias. O texto aguarda análise da CCJ. O STF pode deliberar sobre o tema após recesso, mas organizações civis preferem uma legislação aprovada pelo Congresso. A Câmara aprovou urgência para projeto que amplia a licença para 15 dias, com estabilidade de 30 dias após retorno.

Benefícios e impactos sociais

Estudos do Made-USP analisam efeitos da licença estendida em cinco aspectos: mercado de trabalho, divisão de tarefas domésticas, vínculo pai-filho, fertilidade e impacto para empresas. A literatura aponta que licenças intransferíveis para homens são mais eficazes. Para mulheres, há aumento de rendimento e formalização, mas impacto limitado na desigualdade de gênero. A licença incentiva maior participação masculina no cuidado e fortalece vínculos familiares, com reflexos positivos no desenvolvimento infantil e redução da violência doméstica.

Repercussão entre empresas e entidades

Experiências empresariais

Empresas como Diageo e Totvs relatam benefícios com políticas de licença-paternidade ampliada, como maior retenção de talentos e engajamento dos funcionários. A Totvs, por exemplo, oferece 40 dias de licença e já registrou 790 adesões. No entanto, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifesta preocupação com impactos para micro e pequenas empresas e sugere negociação coletiva ou inclusão no programa Empresa Cidadã.

Limites e desafios

Pesquisadores destacam que a licença atende apenas trabalhadores formais, sugerindo desvinculação da Previdência para ampliar acesso. Defendem políticas complementares, como creches públicas, para combater a penalidade da maternidade. O STF determinou que o Congresso regulamente a licença, sob pena de equiparação à licença-maternidade. O prazo de 18 meses terminou em 8 de julho, e o Congresso analisa mais de 50 projetos sobre o tema, com possibilidade de substitutivo que unifique propostas.

A discussão segue mobilizando sociedade civil, setor produtivo e parlamentares, com expectativa de definição legislativa nos próximos meses.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Senado amplia licença-paternidade para 20 dias a partir de 2029

Lula sanciona lei que amplia licença-paternidade para até 20 dias

Brasil amplia licença-paternidade para 20 dias e supera os EUA

Nova lei garante licença-paternidade de 20 dias a MEIs e autônomos

Pais sem licença-paternidade têm mais risco de depressão e ansiedade, apontam estudos

Congresso não regulamenta licença-paternidade após prazo do STF vencer