Levantamento da Quaest indica que apenas 19% dos brasileiros apoiam a taxa de 50% anunciada por Donald Trump contra o Brasil. O apoio é mais expressivo entre homens, eleitores de Bolsonaro e pessoas que se identificam politicamente à direita. A maioria, 72%, se opõe à medida, que entra em vigor em 6 de agosto.
Resultados da pesquisa e recorte por grupos
Segundo a pesquisa divulgada em 16 de julho, o apoio ao tarifaço de Donald Trump é minoritário em todos os grupos sociais analisados. Entre os homens, 25% consideram correta a imposição da tarifa, enquanto entre as mulheres o índice cai para 14%. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para ambos os gêneros.
O recorte por renda familiar mostra que 25% dos entrevistados que recebem mais de 5 salários mínimos apoiam a decisão de Trump. Entre aqueles com renda de até 2 salários mínimos, o apoio é de 15%, e entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos, 20%. As margens de erro variam de 3 a 4 pontos percentuais conforme a faixa de renda.
Em relação ao voto no segundo turno das eleições presidenciais de 2022, 41% dos que votaram em Jair Bolsonaro apoiam a medida, contra apenas 6% dos que escolheram Lula. Entre os que votaram em branco, nulo ou não votaram, o apoio chega a 15%. As margens de erro vão de 3 a 5 pontos percentuais nesses grupos.
Posicionamento político e exceções à tarifa
O levantamento da Quaest também indica que o apoio ao tarifaço é mais elevado entre bolsonaristas (42%) e pessoas que se declaram de direita, mas não bolsonaristas (40%). Já entre os que não têm posicionamento político, o apoio é de 10%. Entre lulistas ou petistas, 9% defendem a medida, enquanto apenas 2% dos que se dizem de esquerda, mas não lulistas ou petistas, concordam com a decisão dos EUA. A margem de erro estimada para esse recorte é de 2 pontos percentuais.
Apesar do anúncio da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, os Estados Unidos divulgaram em 30 de julho uma lista de exceções com quase 700 itens que não serão taxados. Mesmo assim, exportações de café e carne seguem ameaçadas pela medida, que está prevista para entrar em vigor em 6 de agosto.