O dólar abriu em leve baixa nesta quinta-feira, cotado a R$ 5,5693, enquanto investidores avaliam o tarifaço dos EUA e as exceções concedidas ao Brasil. O mercado também repercute a manutenção da taxa de juros em 15% pelo Banco Central. O Ibovespa inicia as negociações às 10h.
Às 9h07, o dólar à vista recuava 0,15%, a R$ 5,5801, e o dólar futuro caía 0,04%, a R$ 5,579. Na véspera, a moeda americana fechou em alta de 0,38%.
Tarifa de 50% sobre produtos brasileiros é oficializada
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quarta-feira um decreto que impõe tarifa de 50% sobre produtos do Brasil. O decreto, segundo a Casa Branca, entra em vigor em 6 de agosto e foi motivado por uma “ameaça incomum e extraordinária” atribuída ao Brasil. O documento menciona o ministro Alexandre de Moraes, do STF, acusando-o de perseguir opositores políticos e proteger aliados corruptos.
Lista de exceções inclui mais de 700 produtos
Junto ao decreto, foi divulgada uma lista com mais de 700 itens que não serão sobretaxados, abrangendo setores como suco de laranja, combustíveis, veículos, aeronaves civis, metais e madeira.
Negociações seguem paralisadas
De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, as exceções são positivas, mas não eliminam o impacto das tarifas sobre a economia do Brasil. A agência Reuters informou que 35,9% das exportações brasileiras aos EUA serão afetadas pelas novas tarifas a partir de agosto.
Reação do mercado financeiro
Desempenho do dólar e Ibovespa
O dólar acumula alta de 0,52% na semana e 2,88% no mês, mas queda de 9,54% no ano. O Ibovespa registra avanço de 0,21% na semana, recuo de 3,64% no mês e ganho de 11,24% no ano.
Na quarta-feira, o dólar encerrou cotado a R$ 5,5900, enquanto a bolsa fechou em alta de 0,95%, atingindo 133.990 pontos.
Perspectivas
Apesar das exceções, a expectativa é de que o impacto das tarifas seja significativo para setores exportadores brasileiros. As negociações entre Brasil e EUA permanecem sem avanços concretos, mantendo o cenário de incerteza para os próximos meses.