O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se nesta quarta-feira (30) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em Washington.
Durante o encontro, Vieira reiterou a posição do Brasil favorável à negociação das tarifas impostas a produtos brasileiros.
A visita de Vieira aos EUA também incluiu uma reunião sobre a situação na Palestina.
Negociações sobre tarifas entre Brasil e Estados Unidos
O encontro entre Mauro Vieira e Marco Rubio foi confirmado pelo Palácio do Itamaraty e ocorreu em Washington, capital norte-americana. O objetivo principal foi reafirmar a disposição do governo brasileiro em dialogar sobre as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos do Brasil. Marco Rubio, chefe da diplomacia dos Estados Unidos, mantém contato direto com o presidente Donald Trump, o que aumenta o peso político da reunião.
Recentemente, Donald Trump assinou um decreto que impõe tarifa de 50% ao Brasil, mas com várias exceções. Aeronaves civis, suco de laranja e petróleo estão entre os itens que ficaram de fora da medida, que entra em vigor no próximo dia 6. Segundo a Casa Branca, o decreto é uma resposta a ações do governo brasileiro consideradas uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional”.
Repercussão e contexto internacional
Além das negociações tarifárias, Mauro Vieira esteve nos Estados Unidos para participar de uma reunião sobre a situação na Palestina, aproveitando a viagem para abordar as tarifas com o governo norte-americano.
O contexto internacional também envolve outras medidas recentes dos Estados Unidos, como a sanção ao ministro do STF Alexandre de Moraes com base na lei Magnitsky. Essa legislação permite a imposição de sanções econômicas a estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos, podendo incluir bloqueio de bens e proibição de entrada no país.
O governo Trump já havia ameaçado aplicar a lei contra Moraes, e a decisão gerou reações de políticos brasileiros. O ministro do STF Flávio Dino defendeu Moraes, enquanto Eduardo Bolsonaro classificou a decisão como “marco histórico”.