O governo decidiu recalibrar o plano de contingência para setores da economia brasileira após exceções ao tarifaço sobre exportações para os Estados Unidos. A medida busca apoiar empresas, desde que mantenham empregos, e reduzir o esforço fiscal necessário.
O ajuste ocorre enquanto negociações seguem e não há previsão de retaliações imediatas contra produtos americanos, segundo integrantes da equipe econômica.
Integrantes do governo avaliam que as exceções ao tarifaço já produzem um efeito positivo imediato, permitindo uma recalibragem do plano de contingência para ajudar setores específicos da economia brasileira. Inicialmente, o plano considerava um número muito maior de setores impactados pela taxa de 50% imposta sobre produtos exportados para os Estados Unidos.
Agora, com a lista de exceções, a equipe econômica ajusta o foco para apoiar empresas que se comprometam a manter empregos, em um modelo semelhante ao aplicado durante a pandemia de Covid-19. Essa estratégia visa não apenas proteger o emprego, mas também diminuir o esforço fiscal necessário para implementar o plano de contingência.
Negociações e ausência de retaliações
No momento, a orientação do governo é não adotar medidas de reciprocidade ou retaliação enquanto as negociações com os Estados Unidos estiverem em andamento. Mesmo antes das exceções, já havia sinalização de que não seria aplicada taxação proporcional sobre produtos importados dos EUA.
Caso haja necessidade de retaliação futura, a tendência é que seja pontual, especialmente em áreas relacionadas à propriedade intelectual, como patentes de medicamentos. Por ora, o governo mantém a postura de diálogo e cautela, evitando escalada de tensões comerciais.