O governo Lula definiu que não irá elevar tarifas de importação de produtos americanos que possam aumentar a inflação no Brasil, mesmo diante da possibilidade de um tarifaço dos Estados Unidos, previsto para sexta-feira (1º).
A estratégia é adotar medidas apenas em setores sem impacto direto nos preços internos, como a tributação das big techs. O governo aguarda a decisão final dos EUA antes de qualquer reação.
Estratégia do governo diante do possível tarifaço
O governo brasileiro, liderado por Lula, já decidiu que não aumentará tarifas de importação sobre produtos americanos que possam elevar a inflação no país. A medida busca evitar impacto negativo nos preços internos, caso os Estados Unidos, sob comando do presidente Donald Trump, apliquem tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
Segundo assessores presidenciais, a prioridade é manter o diálogo com o governo americano, mesmo diante de possíveis sanções. A reação brasileira será restrita a setores sem efeito inflacionário, como a regulação e tributação das big techs.
Dentro do governo, parte dos integrantes defende que a Lei de Reciprocidade só seja acionada após o esgotamento das negociações e confirmação da postura definitiva dos Estados Unidos. Empresários também sugerem cautela, temendo retaliações ainda maiores por parte de Trump.
Negociações e expectativas
O vice-presidente Geraldo Alckmin mantém confiança em um possível acordo com o governo Trump até a sexta-feira, data prevista para início das tarifas recíprocas. Nesta terça-feira (29), Alckmin recebeu representantes das big techs, que apresentaram propostas de regulação. Ele reiterou que qualquer medida brasileira será tomada apenas após a definição do governo americano.
Alckmin destacou que a regulação das big techs exige tempo e análise de experiências internacionais, como as da Europa. “Nós estamos propondo uma mesa de trabalho, onde a gente vai verificar, até anotei as pautas deles aqui: 1) ambiente regulatório. 2) inovação tecnológica. 3) oportunidade econômica e 4) segurança jurídica”, afirmou.
O governo brasileiro avaliou positivamente o gesto do secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, que solicitou a participação de um assessor em reunião por videoconferência, interpretando como sinal de possível reabertura das negociações.