Senadores brasileiros preparam uma reunião com empresários americanos na embaixada do Brasil nos Estados Unidos para debater o tarifaço anunciado por Donald Trump. O encontro está previsto para segunda-feira (28) e contará também com representantes de empresas brasileiras atuando no país.
A medida visa articular uma reação conjunta do setor empresarial diante das novas tarifas, que entram em vigor em 1º de agosto e impactam exportadores de peixe, carne, frutas e suco de laranja.
Reação parlamentar e empresarial ao tarifaço
Uma comitiva de oito senadores brasileiros, parte de uma comissão temporária criada para tratar das relações econômicas bilaterais com os Estados Unidos, está liderando a iniciativa. O objetivo é buscar alternativas e pressionar contra as tarifas impostas pelo governo Trump, que surpreenderam o Brasil tanto pela forma quanto pelo conteúdo.
O chanceler Mauro Vieira tem reunião agendada para quarta-feira (23) com os parlamentares, reforçando a articulação entre o Itamaraty e o Congresso Nacional. Os setores mais afetados pelo tarifaço incluem exportadores de peixe, carne, frutas e suco de laranja, que já registram prejuízos e temem agravamento da situação a partir de agosto.
Além dos empresários americanos, representantes de empresas brasileiras com operações nos Estados Unidos também participarão da reunião, fortalecendo a ofensiva do empresariado contra as tarifas norte-americanas.
Estratégias judiciais e diplomáticas
Uma importadora americana de laranjas brasileiras entrou na justiça dos Estados Unidos contra o tarifaço de Trump, alegando que a medida é inconstitucional por ter motivações políticas. Segundo a empresa, Trump relacionou as tarifas a uma suposta injustiça contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil, argumento considerado falso.
Diplomatas e senadores avaliam que a via empresarial, por meio da judicialização do caso, pode ser mais eficaz do que a diplomática, diante da postura de Trump, que tem dificultado o diálogo com o Brasil e surpreendido com anúncios como o do tarifaço.
A expectativa é que, com a união de esforços entre parlamentares, diplomatas e empresários, seja possível pressionar o governo americano e buscar alternativas para minimizar os impactos das novas tarifas sobre as exportações brasileiras.