O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou nesta segunda-feira (28) que o Executivo brasileiro não interfere no Judiciário, após reunião com representantes de big techs e o secretário dos EUA. Ele reiterou a disposição do governo brasileiro em negociar para evitar as tarifas anunciadas por Donald Trump, previstas para entrar em vigor em 1º de agosto.
Durante o encontro, Alckmin recebeu representantes de grandes empresas de tecnologia, citadas por Donald Trump no documento em que anunciou o tarifaço contra o Brasil. Esta foi a segunda reunião entre o governo brasileiro e as big techs para discutir o tema.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta em que criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Trump também expressou insatisfação com as ações do Judiciário brasileiro que buscaram adequar as plataformas de redes sociais à legislação nacional.
O governo do Brasil tem reforçado que espera evitar a aplicação unilateral das tarifas e mantém o compromisso de permanecer nas negociações com os Estados Unidos até o último momento. A medida americana está programada para entrar em vigor em 1º de agosto.
Plano de contingência será discutido caso tarifas entrem em vigor
Segundo Alckmin, um plano de contingência foi apresentado ao presidente Lula nesta segunda-feira (28), mas só será debatido caso a tarifa de 50% seja efetivada. “O plano de contingência que está sendo bem trabalhado, ele só deve ser discutido se consumado a questão dos 50%. Nós não vamos esmorecer, vamos trabalhar permanentemente para evitar que isso ocorra”, afirmou o vice-presidente.
O governo brasileiro segue monitorando a situação e dialogando com as big techs e autoridades americanas para buscar uma solução diplomática e evitar prejuízos ao setor de tecnologia e à economia nacional.