O deputado federal Eduardo Bolsonaro ameaçou a Polícia Federal durante uma transmissão ao vivo. O diretor-geral da PF reagiu, classificando a fala como tentativa de intimidação. O episódio ocorreu após investigações que envolvem aliados do parlamentar.
A repercussão foi imediata e gerou manifestações de apoio à instituição por parte de autoridades e entidades de classe.
Reação da Polícia Federal
Durante uma live, Eduardo Bolsonaro afirmou que “a Polícia Federal vai pagar um preço” por suas ações em investigações que envolvem aliados do deputado. A declaração foi vista como uma ameaça direta à atuação da corporação.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, respondeu publicamente, considerando a fala uma tentativa de intimidação. Ele destacou que a PF atua de forma independente e não se deixa influenciar por pressões externas.
Segundo Andrei, “a Polícia Federal não se curva diante de ameaças e continuará cumprindo seu papel constitucional”. A fala do diretor-geral foi endossada por entidades representativas dos policiais federais, que reforçaram a importância da autonomia da instituição.
Repercussão e desdobramentos
A declaração de Eduardo Bolsonaro gerou críticas de parlamentares e especialistas em segurança pública, que alertaram para os riscos de ataques à independência de órgãos de investigação.
Associações de policiais federais emitiram notas de repúdio, defendendo a atuação técnica e isenta da corporação. A oposição também cobrou explicações do deputado e pediu providências ao Ministério Público.
O episódio reacendeu o debate sobre a relação entre políticos e instituições de controle, com especialistas defendendo a necessidade de garantir a autonomia da Polícia Federal para o fortalecimento da democracia.