Parlamentares reagiram nesta sexta-feira (18) à decisão do Supremo Tribunal Federal que impôs medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre as restrições estão o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de acesso às redes sociais.
As manifestações ocorreram nas redes sociais de representantes tanto da base do governo quanto da oposição, dividindo opiniões sobre a decisão judicial.
Repercussão entre aliados e opositores
A decisão do Supremo Tribunal Federal foi tomada a partir de mandado da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Bolsonaro é investigado por crimes como coação no curso do processo, obstrução da Justiça e ataque à soberania nacional.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, comentou que ‘um possível plano de fuga ficou mais difícil’ após a imposição da tornozeleira eletrônica. Ele ainda ironizou, dizendo que, ao contrário de uma ‘joia das Arábias’, o equipamento ‘não poderá ser desviado nem vendido’.
Por outro lado, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), classificou a decisão como injusta e afirmou que as restrições representam uma ‘tentativa desesperada de calar quem ainda representa milhões’.
Declarações e posicionamentos partidários
O Partido Liberal (PL), legenda de Jair Bolsonaro, manifestou apoio ao ex-presidente em seu perfil oficial, afirmando que Bolsonaro ‘nunca fugiu da luta’ e reforçando o alinhamento com sua liderança.
Entre parlamentares da base do governo, a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) declarou que Bolsonaro ‘está pagando o preço por ser um traidor da pátria e golpista’. Já Sâmia Bomfim (PSOL) afirmou: ‘O cerco vai se fechando, o grande dia está cada vez mais próximo. Que venha a prisão e esse bandido responda por todos os crimes que cometeu contra o Brasil e os brasileiros!’.
Deputados da oposição, como Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), criticaram as medidas, questionando o uso da tornozeleira eletrônica e a restrição de contato com o filho, deputado Eduardo Bolsonaro. Bilynskyj afirmou: ‘O sistema continua sua perseguição contra o maior líder da direita no hemisfério sul e tudo isso tem que acabar!’.
Outros opositores, como Rodolfo Nogueira (PL-MS), Coronel Tadeu (PL-SP) e Capitão Alberto Neto (PL-AM), classificaram as medidas como autoritárias, desproporcionais e sinais de ruptura institucional. Rodrigo Valadares (União-SE) fez um apelo à sociedade e ao Congresso diante do contexto.