Economia

Especialistas veem risco de mudança na meta fiscal pelo governo em ano eleitoral

Crise com Congresso e pressões sobre gastos elevam temor de alteração nas regras fiscais para 2026

Especialistas em contas públicas alertam para a possibilidade de o governo federal alterar a meta fiscal de 2026, em meio a tensões com o Congresso e ano eleitoral. A equipe econômica, liderada por Fernando Haddad, não descarta mudanças, enquanto enfrenta desafios para cumprir as metas estabelecidas.

A discussão ocorre após decisões judiciais sobre o IOF e pressões por aumento de despesas. Analistas apontam dificuldades para atingir o superávit previsto e divergem sobre o melhor momento para eventual alteração nas regras fiscais.

Debate sobre a meta fiscal e cenário político

O governo enfrenta conflitos com o Congresso Nacional, especialmente após a derrubada do IOF e o veto ao aumento de deputados. A possibilidade de mudar a meta fiscal surge como alternativa para aliviar restrições de gastos em 2026, ano eleitoral. Questionada pelo g1, a Secretaria do Tesouro Nacional não respondeu se há planos para propor alteração na meta ao enviar o orçamento de 2025 em agosto.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não negou a possibilidade de revisão da meta, destacando que “buscamos o melhor resultado fiscal para o país” mesmo sem aprovação de todas as medidas. O Tesouro Nacional avaliou que, apesar do aumento de tributos sobre bets, fintechs e títulos incentivados, pode ser necessário “esforço adicional de arrecadação” para cumprir as metas.

Opiniões de especialistas

Para Luis Otávio Leal, da G5 Partners, o governo vive “momento de tensão máxima” e pode adiar a decisão sobre a meta fiscal até o fim do ano. Felipe Salto, da Warren Investimentos, prevê “fortes emoções” em 2026 devido à compressão dos gastos livres dos ministérios e avalia que pode faltar até R$ 50 bilhões para atingir o piso da meta, mesmo com descontos de precatórios. Salto considera que a retomada do IOF ameniza, mas não resolve o problema, e alerta para o risco de brincar com as regras fiscais em ano eleitoral, sob vigilância do TCU.

Marcus Pestana, da IFI, acredita que mudar a meta seria “desmoralização” da política fiscal e defende uma reforma profunda de gastos públicos, como sugerido pelo Banco Mundial, para garantir o cumprimento das metas.

Medidas em discussão e desafios para 2026

O ministro Fernando Haddad reiterou a necessidade de aumento do IOF para fechar as contas em 2026, destacando que a derrubada dos decretos pelo Congresso representa perda de arrecadação de cerca de R$ 10 bilhões em 2024 e mais de R$ 20 bilhões em 2026. Além disso, Haddad apontou a importância da aprovação de Medida Provisória que eleva tributos sobre setores como bets, LCIs, LCAs, criptoativos e fintechs, além do corte de R$ 15 bilhões em benefícios fiscais.

Apesar das medidas, analistas ressaltam que o projeto de lei orçamentária para 2026 está “recheado de receitas extraordinárias” e que apenas o contingenciamento não seria suficiente para o equilíbrio fiscal. A revisão de benefícios tributários é vista como alternativa, mas não elimina a necessidade de possível alteração da meta.

Pestana reforça que trocar a meta fiscal seria um “recurso extremo” e sugere que o governo priorize o controle de gastos para evitar o fracasso da política fiscal. O debate permanece aberto, com incertezas sobre o momento e a forma de eventual revisão das regras fiscais.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Arrecadação federal atinge R$ 234 bilhões em junho com impulso do IOF e bate recorde histórico

Lula reforça apoio a Hugo Motta e nega interesse em enfraquecer presidência da Câmara

Pressão do agronegócio adia votação da medida provisória sobre tributação de LCIs e LCAs

Câmara vota proposta para suspender aumento do IOF decretado por Lula

Hugo Motta pauta votação do IOF e surpreende governo ao rebater críticas

Governo é pego de surpresa com decisão de Hugo Motta de pautar suspensão do aumento do IOF