Política

Lewandowski afirma que mudanças na PEC da Segurança Pública mantêm objetivo de integração policial

Ministro diz que ajustes feitos pela Câmara não alteram essência da proposta do governo para segurança

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, declarou nesta terça-feira (15) que as alterações feitas pela Câmara na PEC da Segurança Pública não mudam o objetivo central do governo.

O texto, aprovado por 43 votos a 23 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), segue agora para análise em comissão especial da Câmara dos Deputados.

Alterações e posicionamento do governo

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), busca promover a integração das polícias brasileiras no combate à criminalidade. Durante a análise na CCJ, o relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), retirou do texto a prerrogativa exclusiva da União para legislar sobre o tema, ponto considerado o principal impasse com o governo.

Segundo avaliação interna do Ministério da Justiça, a mudança foi “o acordo possível” para garantir o avanço da PEC, e os articuladores da pasta reforçam que a União “não quer usurpar” a competência dos estados.

Em nota, Lewandowski agradeceu à Comissão de Constituição e Justiça pelo “elevado espírito público” demonstrado na aprovação da PEC com “pequenos ajustes” e reiterou que a essência da proposta foi preservada, destacando que este é “um primeiro passo para uma verdadeira reforma da segurança pública no país”.

Próximos passos e repercussão

Com a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, a PEC segue para análise em comissão especial da Câmara, onde poderá sofrer novos debates e ajustes antes de ser levada ao plenário. A proposta é considerada prioritária pelo governo federal, que busca fortalecer a cooperação entre as forças policiais e aprimorar o combate à criminalidade.

A retirada da prerrogativa exclusiva da União para legislar sobre segurança pública foi vista como uma concessão importante para viabilizar o andamento da matéria, respeitando a autonomia dos estados e evitando conflitos federativos. O governo avalia que, mesmo com as alterações, o texto mantém sua essência e representa avanço significativo na agenda de segurança pública.