Negócios

Empreendedoras da Amazônia geram empregos e levam água potável com negócios de impacto

Iniciativas inovadoras de Ana Lídia Zoni Ribeiro e Ingrid Monique Teles unem bioeconomia, tecnologia e justiça social na região

Ana Lídia Zoni Ribeiro e Ingrid Monique Oliveira Teles, de Belém (PA), impulsionam negócios sustentáveis que transformam comunidades amazônicas. Suas iniciativas geram empregos, promovem acesso à água potável e fortalecem a bioeconomia local, com apoio do Sebrae e foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Esses projetos inovadores utilizam tecnologia, capacitação e parcerias para ampliar impacto social e ambiental, tornando-se referência na Amazônia e além.

Negócios de impacto sustentável na Amazônia

Na Amazônia, a sustentabilidade conduz o futuro dos pequenos negócios, onde biodiversidade e comunidades são valorizadas. Ana Lídia Zoni Ribeiro lidera a Hidromel Uruçun, empresa que transforma o mel das abelhas nativas uruçu em hidromel sustentável. Sua inovação, a Melipona Tech, desenvolvida com a Universidade Federal do Pará (UFPA), utiliza inteligência artificial para mapear safras florais, otimizando a produção de mel e beneficiando cerca de trezentas famílias.

O produto apresenta características únicas: 40% mais água, menos doçura e sabores diferenciados, respeitando os ciclos da flora amazônica. Ana destaca o protagonismo feminino nas comunidades e o impacto gerado: “É muito bonito ver essas comunidades prosperando, com pequenos negócios que geram renda e fortalecem a floresta.”

O Sebrae apoia esse modelo de bioeconomia, conectando negócios a oportunidades e promovendo infraestrutura, energia renovável e acesso a mercado. Ana expandiu seu negócio com o programa Inova Amazônia, participou de capacitações, rodadas de negócios e feiras internacionais, e formalizou sua empresa, impactando mais de três mil pessoas diretamente.

Economia circular e exportação

Segundo a pesquisa Engajamento dos Pequenos Negócios Brasileiros às Práticas de Economia Circular (2024), apenas 6,38% das micro e pequenas empresas brasileiras adotaram plenamente práticas de economia circular. Ana está nesse seleto grupo, exportando seu hidromel para países como África do Sul, Alemanha, Índia, Panamá, Portugal e Suriname.

Ver-o-Fruto e acesso à água

Ingrid Monique Oliveira Teles, também de Belém, fundou a Ver-o-Fruto, startup que utiliza sementes de açaí para purificar água. Seu projeto nasceu da observação do desperdício nas feiras da cidade e hoje reverte parte das vendas de produtos de beleza em litros de água potável para comunidades ribeirinhas. Com apoio do Sebrae, Ingrid estruturou o negócio, participou do Inova Amazônia e ampliou o impacto social, levando água potável a comunidades da Ilha do Combú, Ilha das Onças e a um quilombo no Amapá.

Agenda 2030 e desafios para os pequenos negócios

As ações dessas empreendedoras dialogam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU para 2030. Apesar de 59% dos pequenos negócios brasileiros declararem compromisso com os ODS, a maioria das ações ainda é isolada, segundo a pesquisa A contribuição das pequenas empresas brasileiras na Agenda 2030 da ONU (2024). Entre as motivações para práticas sustentáveis, preservação ambiental e justiça social lideram, mas 26,63% dos empreendedores ainda não adotam medidas para economizar água.

Soluções como as da Ver-o-Fruto ganham destaque, especialmente com a proximidade da COP30, que será realizada em Belém. Ingrid trabalha para instalar dez pontos de hidratação com seu sistema filtrante em locais estratégicos da cidade, buscando parcerias empresariais e enfrentando desafios regulatórios, como o ICMS sobre produtos de impacto socioambiental. “A gente não quer só mostrar o que é possível, mas garantir que isso permaneça depois do evento. Um legado que continue gerando dignidade para quem vive aqui”, afirma Ingrid.

Pequenos negócios na COP30

A COP30, marcada para novembro em Belém, terá pela primeira vez a participação ativa dos pequenos negócios brasileiros. O Sebrae será porta-voz desses empreendedores, como destaca Décio Lima, presidente da instituição: “A COP30 não pode ser apenas um palco para grandes corporações e governos. Ela precisa ser um espaço para que pequenas empresas compartilhem suas experiências e soluções.”

O caminho trilhado por Ana Lídia e Ingrid inspira outros empreendedores a adotar práticas sustentáveis e inovadoras, fortalecendo a bioeconomia circular e promovendo desenvolvimento local. O Sebrae oferece cursos e conteúdos gratuitos para quem deseja seguir por essa trilha.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Empreendedora indígena desenvolve filtro para fornecer água potável

Mapeamento identifica 8 mil famílias aptas a fornecer alimentos para a COP30

Belém é escolhida para sediar a COP30 em 2025 destacando papel da Amazônia

Pesquisadores da Amazônia entregam carta com propostas ambientais à Janja e COP30

Empreendedora da Amazônia transforma óleo de buriti em cosméticos exportados

Produtores integram piscicultura e agrofloresta para fortalecer sustentabilidade