Economia

Alckmin afirma que governo busca solução antes do tarifaço dos EUA entrar em vigor

Vice-presidente reforça que prioridade é resolver impasse das tarifas americanas até fim do mês, sem pedir adiamento

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta terça-feira (15) que o governo brasileiro não pretende solicitar ao governo dos Estados Unidos o adiamento das tarifas anunciadas por Donald Trump sobre exportações brasileiras. O objetivo é encontrar uma solução até 31 de julho, antes da entrada em vigor das medidas prevista para 1º de agosto.

Alckmin destacou o compromisso do governo Lula com o diálogo e informou que reuniões com empresários dos setores afetados já estão em andamento para buscar alternativas.

Reuniões com setores afetados

Após encontros realizados nesta terça-feira, Alckmin explicou que o governo está ouvindo representantes da indústria e do agronegócio, setores diretamente impactados pelas novas tarifas americanas. Foram duas rodadas de conversas: uma com a indústria pela manhã e outra com exportadores do agronegócio à tarde. Segundo Alckmin, a produção de perecíveis é uma questão urgente, especialmente para produtos já embarcados.

O presidente da Associação Brasileira de Carne Bovina (Abiec), Roberto Perosa, relatou que frigoríficos brasileiros já suspenderam a produção destinada ao mercado americano. Ele informou que cerca de 30 mil toneladas de carne, avaliadas entre 150 e 160 milhões de dólares, estão nos portos ou a caminho dos Estados Unidos.

Participaram das discussões ministros como Rui Costa, Maria Laura da Rocha, Silvio Costa Filho, Carlos Fávaro, Gleisi Hoffmann, André de Paula e Laércio Portela, além de secretários de diversas pastas.

Demandas e negociações

Durante as reuniões, empresários pediram que o governo brasileiro evitasse recorrer à Lei de Reciprocidade antes de negociar uma ampliação do prazo para as tarifas. No entanto, o governo aposta na negociação direta e no fortalecimento do diálogo com representantes americanos para tentar reverter a decisão sem solicitar novo prazo.

Segundo apuração do g1, há expectativa de que a pressão de empresários americanos, como manifestado pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos, possa influenciar o governo Trump.

Próximos passos

Alckmin anunciou que se reunirá amanhã com câmaras de comércio Brasil-EUA e outros setores impactados, como a indústria química, de softwares, cooperativas, confederações patronais e centrais sindicais.

Sobre o tarifaço

O aumento das tarifas foi comunicado por Trump em carta enviada a Lula no dia 9. O presidente americano justificou o imposto de 50% sobre produtos brasileiros citando uma ação penal contra Jair Bolsonaro no STF e um suposto déficit comercial entre os países.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Itamaraty condena declarações do governo Trump e tarifaço contra o Brasil

Trump anuncia tarifa de 50 por cento e agro brasileiro busca novos mercados

Tarifa de 50 por cento dos EUA pressiona Embraer e setor aeroespacial brasileiro

Tarifa dos EUA ameaça exportação de mel orgânico do Piauí e preocupa produtores

Dólar sobe após início de investigação comercial dos Estados Unidos contra o Brasil

Itamaraty e Alckmin enviam carta aos EUA manifestando indignação com tarifa de 50 por cento e cobram resposta