A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (10) uma medida provisória que concede reajuste linear de 9% nos salários dos militares das Forças Armadas.
O aumento vale para ativos, reservistas e pensionistas, afetando o soldo, base da remuneração militar. O impacto financeiro será de R$ 3 bilhões em 2025, podendo chegar a R$ 5,3 bilhões no próximo ano.
Segundo o governo, 740 mil pessoas serão beneficiadas. O reajuste segue acordo firmado com outros servidores públicos.
Detalhes do reajuste
A medida aprovada altera o valor do soldo, que é a remuneração básica dos militares. Com o reajuste, o menor salário das Forças Armadas sobe de R$ 1.078 para R$ 1.177, enquanto patentes superiores terão aumento de R$ 13.471 para R$ 14.711.
Além do soldo, militares podem receber adicionais, o que pode elevar ainda mais o valor final dos vencimentos.
De acordo com o Planalto, a medida busca mitigar os efeitos da inflação acumulada nos últimos anos, que resultou em defasagem salarial para militares e pensionistas.
O governo destaca que o reajuste de 9% foi pactuado com as Forças Armadas, em alinhamento com o aumento concedido a outros servidores públicos federais.
Reações e negociações
Durante as negociações, representantes militares criticaram o percentual proposto e defenderam um reajuste maior, chegando a sugerir 18% de aumento.
O deputado Eduardo Pazuello (PL-RJ), relator da medida provisória, buscou junto ao governo e ao Ministério da Defesa alternativas para ampliar o reajuste, inclusive com propostas de aumentos escalonados.
Segundo Pazuello, “o orçamento não comporta” um aumento superior. “Não dá. Eu queria muito, mas não dá. O orçamento não comporta. Tentei várias hipóteses, reajustes mais escalonados, mas não dá”, declarou ao g1.
Mesmo discordando do percentual aprovado, Pazuello afirmou que estava impedido de modificar os valores estabelecidos pelo governo em seu parecer.