Política

Brics discute expansão e desafios em encontro no Brasil em 2025

Cúpula no Rio reúne líderes de bloco emergente, que busca ampliar influência global apesar de divergências internas

O Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, realizará encontro no Rio de Janeiro em julho de 2025. A reunião marca a ampliação do grupo, que já conta com dez membros e discute novas adesões, além de estratégias para fortalecer sua presença geopolítica e econômica.

Apesar do crescimento, o bloco enfrenta desafios como rivalidades internas, diferenças econômicas e debates sobre desdolarização. O evento é visto como oportunidade para o Brasil se destacar nas relações internacionais.

O que é o Brics e sua trajetória

O Brics reúne países emergentes com grande potencial econômico e influência crescente. Inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia e China, o grupo ganhou a África do Sul em 2010. O termo foi criado pelo economista Jim O’Neill, do Goldman Sachs, em 2001, para destacar o rápido crescimento dessas economias e seu potencial de se tornarem potências globais até 2050.

A primeira cúpula ocorreu em 2009, na Rússia, e desde então o bloco atua como contraponto ao G7, defendendo uma ordem mundial multipolar e maior voz para o Sul Global. O Brics criou alternativas ao Banco Mundial e FMI, além de debater uma moeda própria para o comércio internacional.

Hoje, o grupo já reúne dez países, incluindo Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. Juntos, representam mais de 40% da população mundial e mais de um terço do crescimento econômico global. O bloco controla mercados relevantes de commodities, como petróleo e terras raras, e, por meio do Novo Banco de Desenvolvimento, já aprovou mais de US$ 39 bilhões para projetos de infraestrutura e energia limpa.

Desafios e divergências internas

Apesar da expansão, o Brics enfrenta desafios: rivalidades históricas, como entre China e Índia, e possíveis tensões entre novos membros, como Arábia Saudita e Irã, ou Egito e Etiópia. Disparidades econômicas, com a China dominando o PIB do grupo, dificultam consensos e podem direcionar prioridades. Há ainda preocupações sobre o alinhamento entre democracias e autocracias dentro do bloco.

Os planos de desdolarização encontram obstáculos, já que o dólar segue dominante no comércio global e a China impõe restrições ao uso do yuan. Analistas veem a iniciativa mais como tentativa de contornar sanções ocidentais do que uma estratégia realista. O economista Jim O’Neill, criador do termo Brics, chegou a afirmar que o grupo “não serve a nenhum propósito real além de gestos simbólicos e retórica grandiosa”.

Expansão e próximos passos

O Brics está prestes a crescer ainda mais: 44 países já solicitaram adesão ou manifestaram interesse. Em outubro de 2024, o grupo criou a categoria de país parceiro, o Brics+, incluindo Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão. Outros países, como Azerbaijão, Bahrein, Bangladesh, Camboja, Colômbia, Marrocos e Zimbábue, também demonstram interesse.

A Arábia Saudita, apesar de ter laços com os EUA, ainda não formalizou sua entrada, e seu status permanece indefinido. Países como Turquia e Venezuela tiveram pedidos vetados por Índia e Brasil, respectivamente. A presidência do bloco é rotativa, e os líderes pressionam por reformas em instituições como ONU, FMI e Banco Mundial.

Repercussão e perspectivas

O protecionismo americano e as mudanças nas relações multipolares podem fortalecer o Brics como contraponto às instituições ocidentais. No entanto, divergências internas e interesses nacionais concorrentes, especialmente entre China, Rússia, Índia e Brasil, desafiam o avanço do bloco. Enquanto alguns membros defendem confronto geopolítico, outros preferem priorizar a cooperação econômica.

O comércio intra-Brics já ultrapassa US$ 1 trilhão e cresce o uso de moedas locais. O bloco segue buscando maior protagonismo global, mas enfrenta o desafio de conciliar diferentes agendas e superar obstáculos internos para consolidar sua influência.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Putin decide não comparecer à cúpula do Brics no Rio devido à indefinição do Brasil sobre TPI

Narendra Modi confirma presença na cúpula dos Brics no Rio enquanto Putin se ausenta

Lula autoriza Forças Armadas para segurança da cúpula do Brics no Rio de Janeiro

Xi Jinping não comparece e Putin participa online na cúpula do Brics no Rio

BRICs propõem remuneração a países por dados usados em inteligência artificial

Brics enfrenta críticas sobre postura antiocidente e debate identidade do bloco