O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o uso das Forças Armadas para reforçar a segurança da cúpula do Brics no Rio de Janeiro.
O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial nesta terça-feira (1º), permitindo a atuação dos militares de 2 a 9 de julho.
A cúpula ocorre nos dias 6 e 7 no Museu de Arte Moderna, com participação de delegações de 11 países membros e convidados.
O decreto assinado por Lula prevê o emprego do Exército, Marinha e Aeronáutica em áreas estratégicas do Rio de Janeiro, incluindo o Museu de Arte Moderna (MAM), Marina da Glória, Monumento Estácio de Sá, Hotel Fairmont Copacabana e locais de hospedagem das delegações.
Os militares também atuarão nas vias de deslocamento das comitivas, abrangendo o trajeto entre hotéis, o MAM, o Hotel Fairmont Copacabana, o Aeroporto Internacional Tom Jobim, além das linhas Amarela e Vermelha e vias da Zona Sul.
O perímetro externo do Aeroporto Internacional Tom Jobim, terminais de embarque e desembarque, Avenida 20 de Janeiro e Estrada do Galeão – do Hospital da Força Aérea até a Linha Vermelha – também estão sob proteção militar, assim como o trecho da Linha Vermelha até o cruzamento com a Linha Amarela.
O Brics e a cúpula no Rio
O Brasil exerce atualmente a presidência rotativa do Brics, bloco que reúne 11 países membros e parceiros do Sul Global, com foco em articulação político-diplomática e cooperação em diversas áreas.
Até 2023, o bloco era formado por Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul, mas expandiu-se com a entrada de Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. O Brasil convidou outros dez países para participar do evento.
Entre os temas da cúpula estão saúde global, comércio, investimento, finanças, mudanças climáticas, governança da inteligência artificial e reforma da arquitetura multilateral de paz e segurança.
Nem todos os chefes de Estado estarão presentes: Vladimir Putin (Rússia), Xi Jinping (China) e Abdel Fattah al-Sisi (Egito) não devem comparecer à reunião deste ano.