A Cúpula do Brics no Rio de Janeiro, marcada para a próxima semana, terá ausências notáveis. O presidente da China, Xi Jinping, não virá e será representado pelo premiê Li Qiang. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participará remotamente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o anfitrião do encontro, que também contará com a presença de líderes da África do Sul e Índia. O evento marca a expansão do bloco com novos membros em 2024.
Confirmações e ausências na cúpula
A lista de autoridades presentes à Cúpula do Brics foi obtida pela TV Globo nesta quinta-feira (3). O presidente da China, Xi Jinping, não comparecerá ao evento e será representado pelo primeiro-ministro Li Qiang. Já Vladimir Putin, presidente da Rússia, não viajará ao Brasil, mas participará das discussões por videoconferência.
Segundo o Kremlin, a ausência física de Putin se deve à falta de uma posição clara do Brasil sobre o mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra ele, relacionado à guerra na Ucrânia.
Entre os líderes confirmados estão Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia. O anfitrião será o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Outros líderes também não estarão presentes, como o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, que não costuma viajar. O Irã tornou-se membro pleno do bloco em janeiro de 2024.
Sobre o Brics e sua expansão
O Brics é um grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, criado para ampliar a cooperação política e econômica entre seus membros. O bloco busca promover uma ordem internacional mais multipolar e reduzir a dependência dos países em desenvolvimento em relação ao Ocidente.
Em 2024, o Brics passou a incluir novos integrantes: Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Etiópia. A entrada desses países reflete o objetivo do grupo de fortalecer seu papel global e diversificar parcerias estratégicas.
A ausência de alguns líderes, especialmente de Xi Jinping e Putin, chama atenção para as complexidades diplomáticas e os desafios enfrentados pelo bloco em meio a tensões internacionais e questões jurídicas, como o mandado de prisão do TPI contra o presidente russo.