Sete pessoas foram presas durante uma operação das polícias civis de quatro estados contra uma quadrilha que desviava salários de jogadores de futebol, incluindo Gabigol e Kannemann.
As prisões ocorreram em Rondônia e Paraná, com apreensão de R$ 800 mil, arma, maquininhas e celulares usados no esquema.
Segundo a investigação, os atletas foram avisados dos desvios por bancos e parte do dinheiro foi recuperada.
Como funcionava o esquema
De acordo com a investigação, o grupo utilizava documentos falsos para abrir contas bancárias em nome dos jogadores. Após a abertura das contas, os criminosos solicitavam a portabilidade dos salários, fazendo com que os valores fossem transferidos para as contas controladas pelos golpistas.
Assim que os recursos eram transferidos, os suspeitos realizavam rapidamente diversas transações, incluindo saques e compras, para pulverizar o dinheiro e dificultar a recuperação dos valores pelas autoridades.
Segundo a polícia, mais de R$ 1 milhão foi movimentado em nome de terceiros, beneficiando principalmente pessoas em Porto Velho e Cuiabá. Até o momento, R$ 135 mil foram recuperados.
Desdobramentos e acusações
Entre as vítimas da organização criminosa estão atletas da Série A do campeonato brasileiro, como Gabigol e Kannemann. Os jogadores foram informados dos desvios pelas instituições bancárias, que detectaram as movimentações suspeitas.
Os suspeitos podem responder por fraude eletrônica, uso de identidade falsa, falsificação documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Durante a operação, foram apreendidos R$ 800 mil em Rondônia e Mato Grosso, além de uma arma, maquininhas e diversos celulares supostamente utilizados no esquema.