Itamaraty informou nesta quinta-feira (19) que cerca de 200 brasileiros vivem atualmente no Irã, país em conflito com Israel.
O governo brasileiro recomenda que esses cidadãos evitem sair de casa, sigam as orientações da Embaixada do Brasil em Teerã e mantenham a documentação em dia.
Não há, até o momento, plano de repatriação ou informações sobre quantos desejam retornar ao Brasil.
Orientações e situação dos brasileiros no Irã
O Ministério das Relações Exteriores reforçou que os brasileiros residentes no Irã estão integrados à comunidade local e que não há dados sobre quantos teriam interesse em deixar o país. A recomendação oficial é evitar viagens ao Irã, Israel e outros países da região.
Para quem já está nesses territórios, o governo orienta que só saiam de casa em condições seguras, sigam as instruções da representação diplomática e mantenham a documentação brasileira atualizada. A Embaixada do Brasil em Teerã está sob comando de um encarregado de negócios, já que o Brasil está sem embaixador na capital iraniana.
Contexto do conflito
O conflito entre Irã e Israel se agravou após ataques israelenses a instalações militares iranianas na semana passada, sob comando do governo de Benjamin Netanyahu. Desde então, houve ataques mútuos, resultando em destruição em massa e centenas de mortes.
O Itamaraty declarou, em nota, que o ataque de Israel violou a soberania iraniana e pode “mergulhar” a região em um conflito ampliado. Além do embate com o Irã, Israel também enfrenta confrontos com o grupo Hamas, na Faixa de Gaza, e com o Hezbollah, no Líbano, o que contribui para a escalada das tensões no Oriente Médio.
Recomendações e cenário diplomático
O governo brasileiro mantém o alerta para que cidadãos evitem viagens ao Irã, Israel e outros países próximos, devido à instabilidade regional. Para os brasileiros que permanecem no Irã, a orientação é redobrar os cuidados, sair de casa apenas se houver segurança e manter contato com a Embaixada do Brasil em Teerã.
Apesar do agravamento do conflito, não há plano de repatriação em andamento. O Itamaraty monitora a situação e reforça a importância de seguir as recomendações oficiais. O Brasil segue sem embaixador em Teerã, e a representação diplomática é conduzida por um encarregado de negócios, o que pode limitar a atuação em caso de emergência.
O cenário permanece incerto, com o risco de ampliação do conflito envolvendo outros países e grupos armados na região, como Hamas e Hezbollah. O governo brasileiro segue atento à evolução dos acontecimentos e à segurança de seus cidadãos no exterior.