O Itamaraty atualizou nesta terça-feira (21) o alerta consular para o Oriente Médio e passou a desaconselhar viagens a Israel, Catar, Emirados Árabes Unidos e outros países da região.
A orientação vale para destinos diretamente afetados por conflitos, enquanto viagens não essenciais a áreas próximas também são desaconselhadas pelo Ministério das Relações Exteriores.
O que diz o novo alerta
Segundo o ministério, a nova versão do alerta foi publicada nas redes sociais nesta terça porque trouxe alterações em relação ao texto divulgado em 16 de julho. O documento separa os países onde a viagem é desaconselhada daqueles em que apenas deslocamentos não essenciais devem ser evitados.
Por enquanto, não há restrições para conexões aéreas na Jordânia, no Catar, no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos, no Bahrein e na Arábia Saudita, informou o Itamaraty.
O novo alerta reflete a escalada recente na região: dias antes, o Irã bombardeou bases americanas no Bahrein, no Kuwait, em Omã e na Jordânia e chegou a fechar por tempo indeterminado o Estreito de Ormuz, o que elevou o risco a viajantes e moradores estrangeiros na área.
Orientações para quem está na região
O Itamaraty recomenda que os brasileiros na área acompanhem os canais oficiais das embaixadas, sigam as determinações das autoridades locais, evitem multidões e protestos e monitorem a imprensa local.
O órgão também orienta não fotografar nem filmar instalações militares, ataques ou outros eventos ligados à guerra, e evitar publicações nas redes sociais que possam ser vistas como ofensivas à segurança nacional pelas autoridades locais. Em caso de bombardeio, a instrução é buscar abrigo imediatamente.
Entre as recomendações práticas está manter reserva de água, verificar se os documentos de viagem têm ao menos seis meses de validade e, em caso de cancelamento de voos, contatar a companhia aérea para remarcação.
A instabilidade diplomática já se arrastava havia semanas: Washington e Teerã chegaram a dar versões contraditórias sobre uma reunião em Doha, no Catar, um dos destinos agora incluídos no alerta do Itamaraty.
