Economia

Dólar sobe levemente após decisão do Fed e conflito no Oriente Médio

Moeda americana fecha em alta de 0,04% com bolsa em queda de 0,09% em meio a tensões geopolíticas

O dólar registrou uma leve alta de 0,04% nesta quarta-feira (18), fechando cotado a R$ 5,5003. Em contrapartida, o Ibovespa encerrou o dia com uma queda de 0,09%, alcançando 138.717 pontos. A movimentação ocorreu em meio à “Superquarta”, quando o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos anunciam suas decisões sobre as taxas de juros.

O Fed manteve as taxas de juros dos EUA inalteradas, dentro da faixa de 4,25% a 4,5%. Enquanto isso, no Brasil, o mercado espera que o Banco Central interrompa o aumento da Selic, atualmente em 14,75%. Além disso, investidores estão atentos à escalada do conflito entre Israel e Irã, com o presidente Donald Trump aumentando a retórica contra Teerã.

Decisões de juros e impacto no mercado

A decisão do Fed de manter as taxas de juros inalteradas foi criticada pelo presidente Donald Trump, que esperava uma redução. No Brasil, a expectativa é que o Banco Central interrompa o ciclo de alta da Selic, que está em seu maior patamar em quase 20 anos. O Itaú prevê que o Copom manterá a Selic em 14,75% ao ano, mas sinalizará estabilidade por um tempo prolongado.

Juros elevados desestimulam o consumo, pois encarecem empréstimos e compras a prazo, ajudando a controlar a inflação ao reduzir a demanda por produtos.

Conflito entre Israel e Irã

O conflito entre Israel e Irã, que já dura seis dias, tem impactado o mercado financeiro global. As trocas de ataques deixaram 248 mortos, e a possibilidade de intervenção dos EUA aumentou a aversão ao risco. O preço do petróleo subiu mais de 3% devido a preocupações com o fornecimento, especialmente pelo risco de bloqueio do Estreito de Ormuz.

Trump tem considerado seriamente atacar instalações nucleares iranianas, o que pode agravar ainda mais a situação no Oriente Médio.

Perspectivas econômicas

Nos Estados Unidos, o Fed reafirmou que as incertezas econômicas permanecem elevadas, mas diminuíram em relação à última reunião. A política tarifária de Trump continua a influenciar a postura cautelosa do Fed. A economista Helena Veronese destacou que o cenário tende a piorar, conforme indicado nas projeções de inflação e crescimento.

O mercado está atento ao aumento das tarifas sobre importações, que pode elevar preços e custos de produção, pressionando a inflação e reduzindo o consumo. Isso pode levar à desaceleração econômica global.

O economista Matheus Pizzani da CM Capital alertou que o mercado pode ser surpreendido no segundo semestre, já que o Fed não demonstra pressa em alterar sua política monetária atual.

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