O Exército dos EUA anunciou nesta segunda-feira (13) que seu bloqueio marítimo valerá para todo o tráfego no Golfo de Omã e no Mar Arábico, independentemente da bandeira dos navios. O aviso, divulgado pela Reuters, marca nova escalada na guerra entre Washington e Teerã.
A medida entrou em vigor às 11h (horário de Brasília). Navios sem vínculo com portos iranianos têm passagem garantida, mas seguem sujeitos a inspeção. Remessas humanitárias também estão liberadas.
Nova ferramenta de pressão sobre Teerã
O bloqueio é apresentado pelo governo Trump como resposta direta ao conflito em curso com o Irã. O Comando Central dos EUA já havia comunicado no domingo que todos os navios saindo ou chegando a portos iranianos serão barrados — incluindo embarcações que tenham pago pedágio ao Irã, prática que Trump classificou como ilegal.
O Golfo de Omã e o Mar Arábico concentram grande parte das forças militares norte-americanas na região. O Mar Arábico é a porção do Oceano Índico que banha Omã, Paquistão, Índia e Somália. Pelo Golfo de Omã passam navios com origem ou destino no Golfo Pérsico, e o Estreito de Ormuz é o elo entre os dois golfos.
O bloqueio norte-americano surge como resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã desde o início de março, quando a Guarda Revolucionária assumiu o controle da passagem com minas e drones.
Irã ameaça retaliar e eleva risco de novos combates
Em resposta ao anúncio, o Exército do Irã ameaçou atacar portos nos Golfos Pérsico e de Omã caso o bloqueio entre efetivamente em vigor. Para Teerã, a medida é ilegal e representa uma ameaça direta à segurança de seus portos.
O movimento aumenta as chances de incidentes marítimos e, por consequência, a probabilidade de retomada dos combates em escala mais ampla — colocando em risco o frágil cessar-fogo no conflito.
O anúncio acontece horas depois de as negociações de paz entre Washington e Teerã fracassarem em Islamabad — e do petróleo Brent ultrapassar US$ 100 com o início oficial do bloqueio.
