Política

Galípolo depõe na CPI enquanto PF revela fraude de R$ 12 bi no Banco Master

Diretor da PF pediu ampliação de orçamento e destacou parceria com o Banco Central na operação que prendeu o dono da instituição
Gabriel Galípolo depõe na CPI crime organizado sobre fraude de R$ 12 bi do Banco Master investigada pela PF

A CPI do Crime Organizado ouviu nesta quarta-feira (8) o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O antecessor Roberto Campos Neto foi convocado pelos senadores, mas não compareceu à sessão no Senado.

A audiência teve como destaque a revelação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues: o esquema de fraudes que resultou na prisão do presidente do Banco Master e de quatro diretores movimentou cerca de R$ 12 bilhões — com R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo apreendido na residência de um investigado.

Operação contra o Banco Master

Andrei Rodrigues descreveu na CPI a ação deflagrada em conjunto com o Banco Central e o Coaf como resposta a um crime contra o sistema financeiro. A operação resultou na prisão do presidente e de quatro diretores do Banco Master. Na residência de um dos investigados, a PF apreendeu R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo.

Na semana passada, Andrei já havia destacado publicamente a cooperação com o Banco Central — elogiando Galípolo pelo nome — como peça-chave no combate ao crime financeiro. Leia mais sobre a defesa da isenção técnica da PF.

A convocação de Galípolo à CPI do Crime Organizado amplia um cerco institucional: a CPMI do INSS também convidou o presidente do Banco Central e seu antecessor Roberto Campos Neto a depor nas últimas semanas. Veja o que aconteceu nas convocações da CPMI do INSS.

PF pede mais dinheiro e mais policiais

Andrei fez apelo direto aos senadores por mais recursos. O orçamento atual da corporação é de R$ 1,8 bilhão — cobrindo aluguel de prédios, operações e passagens. O diretor pediu que o valor seja elevado a pelo menos R$ 2,5 bilhões.

No efetivo, o quadro legal prevê 15 mil policiais, mas a PF opera hoje com cerca de 13 mil. Para Andrei, o ideal seria 30 mil, dado o volume de atribuições — fronteiras, portos e aeroportos somados às investigações criminais.

Agência antimáfia, fronteiras e provocação de Moro

O senador Sérgio Moro questionou Andrei sobre a proposta de criar uma agência antimáfia no Brasil. O diretor foi contrário: argumentou que a Polícia Federal já exerce esse papel e que não há registro de nenhum país, fora a Itália, com uma agência do tipo — e que mesmo lá o problema não foi resolvido. “Seria mais um órgão público”, afirmou, defendendo que o caminho real é orçamento e atuação conjunta entre as forças de segurança.

Moro também provocou ao afirmar que “vimos foco no 8 de janeiro, mas gostaríamos de ver os mesmos esforços em relação ao crime organizado”. O senador ainda agradeceu à PF pela operação que prendeu o grupo que planejava um ataque contra ele.

Sobre as 17 mil fronteiras em km, Andrei reconheceu que controle absoluto é uma utopia, mas defendeu o desempenho da corporação com os recursos disponíveis. O diretor também descartou evidências de cooperação entre facções brasileiras e grupos terroristas na tríplice fronteira, ponto levantado pelo senador Mourão.

A sessão foi aberta com um minuto de silêncio pelos quatro policiais mortos durante a megaoperação no Rio de Janeiro. “A operação mais letal resultou na morte de quatro heróis policiais. Quanto vale uma vida humana? Representa uma tragédia”, disse o presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES). A audiência ocorre em um dos últimos dias da CPI: na véspera, Alcolumbre vetou o pedido de extensão assinado por 28 senadores e confirmou o encerramento para o dia 14. Entenda a decisão de encerrar a CPI.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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