A ANP cobrou nesta quinta-feira (19) que a Petrobras aumente a oferta de combustíveis no país. A agência reguladora afirmou não ver indícios de desabastecimento, mas aprovou um pacote de medidas para reforçar o monitoramento do mercado de gasolina e diesel.
Entre as ações, está a notificação determinando que a estatal oferte imediatamente os volumes dos leilões de março que haviam sido cancelados. A Petrobras também deverá apresentar à ANP informações detalhadas sobre importações previstas, preços e datas de chegada dos produtos.
Medidas aprovadas
Diante do cenário internacional instável, a diretoria da ANP aprovou ações para “intensificar o acompanhamento de estoques e importações e prevenir eventuais problemas futuros”. Além da notificação à Petrobras sobre os leilões cancelados, a estatal deverá informar à agência:
- Produtos a serem ofertados
- Preços de compra e venda
- Locais de internalização
- Datas de chegada e identificação dos navios
Demanda em alta
Em carta ao governo federal, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis relatou que as distribuidoras associadas têm observado “aumento relevante da demanda por produtos”. Segundo o sindicato, o volume importado de Diesel S-10 vem crescendo ano após ano, e as distribuidoras seguem cumprindo seu papel de supridoras estruturais do mercado.
Contexto governamental
A ação da ANP se soma à ofensiva do governo federal contra o setor de combustíveis. A AGU (Advocacia-Geral da União) prepara ação de indenização coletiva contra distribuidoras e postos de diesel, somando-se a investigações da PF, Cade e Senacon sobre práticas no setor.
O cenário internacional, marcado pela guerra no Oriente Médio, é citado pela ANP como fator de atenção para o mercado brasileiro de combustíveis, influenciando tanto a oferta quanto os preços praticados domestically.
