Política

Lula confirma Dario Durigan como ministro da Fazenda após saída de Haddad

Secretário-executivo assume até fim do mandato e coordenará economia na campanha de Lula à releição
Dario Durigan ministro Fazenda em retrato institucional com fundo do prédio do ministério, representando a confirmação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta quinta-feira (19), durante evento da Caravana Federativa em São Paulo, Dario Durigan como novo ministro da Fazenda.

Durigan, que ocupava o cargo de secretário-executivo da pasta desde 2023, substituirá Fernando Haddad, que deixe o ministry para candidatar-se ao governo de São Paulo.

O الجديد ministro terá pela frente desafios fiscais intenso, incluindo a regulamentação da reforma tributária e a coordenação da política econômica durante o ano eleitoral de 2026.

Perfil do novo ministro

Advogado formado pela Universidade de São Paulo (USP), Durigan possui perfil mais discreto que seu antecessor, mas é visto como bom articulador junto aos setores da economia real. Ele participou da equipe de Haddad na prefeitura de São Paulo entre 2015 e 2016.

Desde 2023 no Executivo, o novo ministro participou ativamente das “medidas de recomposição de receitas”, ou seja, dos aumentos de tributos anunciados pelo governo nos últimos anos. Também atuou na articulação e regulamentação da reforma tributária sobre o consumo e no fechamento da renúncia de estados.

Antes de ingressar na área econômica, Durigan trabalhou como consultor na Advocacia-Geral da União entre 2017 e 2019, e no setor privado, de 2020 a 2023, como diretor de Políticas Públicas do WhatsApp.

Desafios no comando da Fazenda

À frente do Ministério da Fazenda, Durigan terá de conduzir o processo orçamentário até o fim de 2026, período no qual o governo tem por meta retomar o superávit em suas contas, considerando os limites do arcabouço fiscal e o abatimento de precatórios.

Outro ponto central é a regulamentação e a transição da reforma tributária. O governo trabalha para implementar a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) em 2027 e, para isso, divulga normas operacionais de transição neste ano.

Entre os temas polêmicos que ainda precisam ser debatidos no Legislativo está o imposto seletivo, chamado de “imposto do pecado”, que será cobrado sobre produtos com externalidade negativa, como bebidas alcoólicas e cigarros.

Cenário internacional pressiona economia

Durigan também terá de enfrentar um cenário internacional mais complicado diante da guerra no Oriente Médio, que já elevou o preço do petróleo para mais de US$ 100 por barril, contra US$ 72 antes do conflito.

O resultado direto é mais inflação neste ano, via contaminação dos preços dos combustíveis, e uma queda menor do juro, podendo afetar a geração de empregos. O Ministério da Fazenda já anunciou um pacote de medidas, entre elas redução de impostos e subsídios para o diesel.

Espaço fiscal apertado

Segundo analistas, o espaço para gastos livres dos ministérios será apertado em 2026, o que tende a levar a bloqueios de despesas. A área econômica também citaram a possível revisão de benefícios sociais e uma reforma de encargos sobre a folha de pagamentos.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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