Economia

Governo abre nova rodada de cortes no Imposto de Importação para indústria

Pedidos vão até 31 de março ao Gecex-Camex; tarifas podem cair a zero por até quatro meses
Governo abre corte imposto importação bens de capital para indústria nacional

O governo federal abrirá uma nova rodada de cortes no Imposto de Importação, revertendo parte das elevações tarifárias impostas em fevereiro, informou o secretário de Desenvolvimento Industrial do MDIC, Uallace Moreira.

As tarifas poderão ser zeradas imediatamente, por até quatro meses, para produtos sem similar nacional — desde que as empresas comprovem a ausência de produção doméstica.

Os pedidos devem ser enviados até 31 de março de 2026 ao Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex).

Como funciona o mecanismo de isenção

A medida vale para itens que tinham alíquotas inferiores a 7,2% antes das mudanças de fevereiro e que, pela nova regra, passaram a ser taxados nesse patamar. Ao comprovar ausência de produção nacional, a empresa obtém redução imediata à alíquota zero, por prazo de até quatro meses enquanto o governo avalia cada pedido individualmente.

Os pedidos serão encaminhados ao Gecex-Camex, que realizará reunião extraordinária para validar os cortes. O secretário Moreira prevê a chegada de muitos pedidos até o prazo final de 31 de março.

O aumento que gerou reação política

O reajuste tarifário foi anunciado em fevereiro e atingiu mais de 1.200 bens de capital, informática e telecomunicações, com o argumento de estimular a indústria nacional. A medida gerou reação política negativa e logo começou a ser parcialmente revertida.

Cerca de 350 itens passaram a ter alíquota de 7,2%, enquanto o restante ficou sujeito a tarifas mais altas, de até 20%. No fim de fevereiro, o governo já havia recuado para 125 produtos — 105 deles voltaram à alíquota zero. Para 15 itens, a reversão foi definitiva; os demais ainda serão avaliados.

Uma fonte da área econômica confirmou que o impacto arrecadatório foi discutido internamente, interpretação que Moreira negou na entrevista à Reuters.

O secretário contextualizou a decisão com dados do comércio exterior: as importações de bens de capital e tecnologia cresceram mais de US$ 20 bilhões nos últimos três anos, deteriorando as transações correntes e pressionando a produção doméstica — argumento central para justificar a política tarifária adotada em fevereiro.

Em paralelo, o governo ainda busca solução jurídica para o Redata, programa criado por medida provisória para atrair data centers ao Brasil que perdeu validade no Congresso Nacional. Segundo Moreira, uma das saídas em análise é o envio de projeto de lei complementar ao Legislativo.

A proposta exigiria aprovação pela maioria absoluta de deputados e senadores antes da sanção presidencial — um caminho mais longo, mas que daria base legal permanente à política de atração de investimentos em infraestrutura digital no país.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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