Política

Dino exalta STF ao presidir julgamento de propina em emendas

Ministro rebateu críticas à Corte e lembrou fim do orçamento secreto como acerto do tribunal

O ministro Flávio Dino saiu em defesa do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (10) e afirmou que a Corte acerta mais do que erra — declaração feita enquanto presidia o julgamento de deputados acusados de montar esquema de propina com emendas parlamentares.

Dino criticou a falta de moderação, prudência e cuidado nas avaliações sobre o tribunal e citou a derrubada do orçamento secreto como exemplo de decisão acertada. A abertura da ação penal ocorreu na Primeira Turma do STF, da qual ele é presidente.

A defesa e o julgamento

A declaração de Dino ocorreu justamente durante a abertura do julgamento de oito réus acusados de montar um esquema de propina para liberar emendas parlamentares — caso em que a PGR aponta deputados como o núcleo central de uma organização criminosa estruturada.

Ao defender a Corte, Dino destacou a decisão do STF que determinou medidas de transparência e rastreabilidade na execução de emendas parlamentares, invalidando o chamado orçamento secreto. Para o ministro, isso representou um acerto do Supremo.

Os acusados

A Procuradoria-Geral da República afirma que os parlamentares compunham o núcleo central de uma organização criminosa que atuou nas irregularidades com recursos públicos. O grupo era liderado pelos deputados Josimar, Pastor Gil e Bosco Costa, responsáveis pelo envio das emendas.

As provas reunidas incluem diálogos e documentos apreendidos durante as investigações. Os parlamentares teriam contado com o auxílio dos demais integrantes do grupo nas movimentações ilícitas.

Entre as acusações mais graves está a de que os parlamentares solicitaram propina ao prefeito de São José do Ribamar (MA) no valor de R$ 1,667 milhão como contrapartida pela destinação de emendas de R$ 6,671 milhões ao município.

A organização criminosa teria atuado de forma estruturada, com divisão clara de tarefas, visando obter vantagem financeira mediante a prática de crimes contra a administração pública, segundo a PGR.

O que a PGR pede ao STF

Além das condenações, a Procuradoria-Geral da República requer que o Supremo determine a perda das funções públicas dos réus e fixe indenização mínima por danos morais coletivos causados à sociedade brasileira.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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