Economia

Petróleo dispara 30% em uma semana com guerra no Oriente Médio

Bloqueio no Estreito de Ormuz paralisa 300 navios e ameaça abastecimento global de energia

O preço do petróleo acumulou alta de quase 30% em uma semana nos mercados internacionais, pressionado pela escalada do conflito no Oriente Médio e pelo travamento do Estreito de Ormuz — rota por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente.

Em poucos dias, o barril subiu mais de US$ 20. Desde o início do ano, o acréscimo já ultrapassa US$ 30 — e analistas projetam que as cotações podem se aproximar de US$ 100 caso a crise se prolongue.

Ormuz travada, 300 navios parados

O bloqueio que desencadeou a alta começou na quarta-feira (4), quando o Irã declarou oficialmente o fechamento do Estreito de Ormuz após ataques americanos e israelenses a instalações energéticas iranianas, fazendo o Brent superar US$ 82 e derrubar bolsas ao redor do mundo.

Desde então, segundo empresas que monitoram rotas marítimas, o tráfego de petroleiros praticamente parou. Cerca de 300 embarcações aguardam condições de segurança para prosseguir viagem, e ataques já atingiram navios em trânsito pela região.

O Iraque reduziu sua produção em cerca de 1,5 milhão de barris por dia diante das dificuldades de armazenamento e exportação. Especialistas alertam que, se o bloqueio continuar, outros 3,3 milhões de barris diários podem deixar de alcançar o mercado internacional.

Conflito se expande para além do Golfo

A tensão foi amplificada por declarações do presidente Donald Trump, que passou a exigir a “rendição incondicional” do Irã. Na mesma semana, um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka — episódio com ao menos 80 mortos. Sistemas de defesa aérea da Otan interceptaram um míssil iraniano disparado em direção à Turquia.

Em resposta, o Irã lançou nova série de mísseis contra Israel, levando milhões de pessoas a buscar abrigo, após fracassarem tentativas diplomáticas em Washington para interromper os ataques ao país.

Respostas de emergência e impacto no Brasil

Diante do risco de colapso no fornecimento, países adotaram medidas emergenciais: a China determinou que suas principais refinarias suspendam exportações de diesel e gasolina; os EUA autorizaram temporariamente o fornecimento de petróleo russo à Índia, mesmo com sanções vigentes; e o Catar — maior exportador de gás natural liquefeito do Golfo — declarou força maior nas exportações após ataques a instalações energéticas, com previsão de ao menos um mês para retomada da produção.

Para tentar reabrir a rota, a Marinha dos EUA anunciou escolta a navios mercantes pelo Estreito de Ormuz. Analistas, porém, avaliam que o fluxo dificilmente voltará ao nível anterior no curto prazo.

No Brasil, os efeitos podem chegar em poucas semanas. Para Fabrício Tonegutti, especialista em direito tributário pela FGV e diretor da Mix Fiscal, o encarecimento do diesel é o primeiro elo de uma cadeia que pressiona fretes, alimentos e o orçamento doméstico. “O diesel ficando mais caro significa que o frete também vai encarecer, o que ocasiona o aumento do preço dos alimentos, produtos de supermercado e praticamente tudo que depende da logística para chegar ao consumidor final”, afirma.

Tonegutti alerta que a alta da energia tende a pressionar a inflação. A trajetória das cotações, segundo ele, dependerá da evolução do conflito: se a tensão arrefecer, os preços podem recuar — mas se a crise persistir, o barril pode se aproximar de US$ 100.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Bate-boca entre ministros expõe racha filosófico no TST

Nubank Parque: fintech paga R$ 50 mi ao ano para renomear arena do Palmeiras

Agrishow 2026 fecha com queda de 22% nos negócios em meio a juros e guerra

Vale anuncia R$ 12 bilhões no Espírito Santo e celebra 60 anos de Tubarão