O Nubank anunciou nesta segunda-feira (4) que a arena do Palmeiras passará a se chamar Nubank Parque. A fintech assume os naming rights do estádio hoje conhecido como Allianz Parque no maior contrato anual desse tipo já registrado no país.
O banco digital pagará cerca de R$ 50 milhões por ano pelo direito de batizar o espaço. Se o vínculo for mantido até 2044, o total deve superar R$ 900 milhões — colocando o negócio na segunda posição do ranking nacional de naming rights em estádios.
“Nubank Parque” foi o nome escolhido por votação popular. O resultado confirma o vencedor da disputa lançada pelo Nubank em abril, quando o banco anunciou o acordo com a WTorre e colocou três opções em disputa — com cada voto vinculado ao CPF do participante.
O estádio segue como um dos mais movimentados do Brasil, sediando tanto jogos do Palmeiras quanto shows e eventos de grande porte. Para o Nubank, associar o próprio nome à arena reforça a estratégia de ampliar presença em grandes eventos e no futebol nacional.
Recordes no ranking de naming rights
Pelo critério anual, o contrato já chega ao topo: nenhum acordo de naming rights de estádio no Brasil havia atingido R$ 50 milhões por ano antes. Em valor total acumulado, a estimativa de R$ 900 milhões — caso o vínculo seja mantido integralmente até 2044 — posiciona o negócio como o segundo maior já fechado no segmento no país.
Fintechs avançam no patrocínio esportivo de alto valor
O movimento do Nubank não é isolado. Ele reflete uma estratégia mais ampla das fintechs de reposicionamento de marca no esporte, setor que oferece exposição massiva e alcance entre públicos jovens e engajados.
Ao estampar “Nubank” no nome de uma das arenas mais conhecidas do país, a empresa entra em território antes dominado por seguradoras e bancos tradicionais. Para o mercado, o acordo sinaliza que as fintechs brasileiras operam agora em escala comparável à dos grandes bancos — e estão dispostas a tornar isso visível.
O contrato com a WTorre, gestora da arena, consolida o Nubank como patrocinador de peso no futebol brasileiro, num segmento cada vez mais disputado por instituições financeiras digitais.
