Política

Defesa de Vorcaro pede ao STF que PF revele provas da prisão preventiva

Advogados alegam que não tiveram acesso prévio aos elementos que sustentaram a detenção do dono do Banco Master

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro entrou com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Polícia Federal apresente os dados que embasaram a prisão preventiva do dono do Banco Master, decretada na quarta-feira (4).

A equipe de advogados alega que não teve acesso prévio às informações que motivaram a ordem de prisão — argumento central que agora tenta resolver pela via judicial no Supremo.

Vorcaro foi preso por volta das 6h da quarta-feira durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, e levado à Superintendência da PF em São Paulo. Junto com ele, foram detidos o cunhado Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão Moraes — apelidado de “Sicário” — e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

A operação investiga crimes de lavagem de dinheiro, fraude processual e obstrução de justiça. O nome é uma referência à ausência de controles internos nas instituições investigadas para conter gestão fraudulenta e manipulação de mercado.

Na decisão que autorizou a prisão, o ministro André Mendonça — novo relator do caso desde fevereiro, após a saída de Dias Toffoli — afirmou que Vorcaro “chefiava uma espécie de milícia privada que monitorava autoridades e perseguia jornalistas”. Foi a primeira decisão de Mendonça na relatoria do caso.

As mensagens extraídas do celular do banqueiro — que incluem ordens diretas de agressão física a um jornalista e ligações com servidores do Banco Central — são justamente o material que a defesa agora tenta acessar via STF. O aparelho havia sido apreendido em novembro de 2025 e deu origem a esta terceira fase da investigação.

Infiltração no Banco Central

Além da milícia, as mensagens apreendidas revelam outro eixo da investigação: a suposta corrupção dentro do próprio Banco Central. A estrutura batizada de “A Turma”, segundo a PF, monitorava adversários, acessava sistemas sigilosos e corrompeu dois servidores de alto escalão do Banco Central.

Os servidores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana são apontados pelos investigadores como receptores de propina em troca de informações privilegiadas repassadas a Vorcaro. As mensagens indicam que o grupo teria se infiltrado sistematicamente na instituição.

O caso chegou ao STF em fevereiro, quando Dias Toffoli deixou a relatoria. Mendonça assumiu o posto e, em sua primeira decisão, decretou as prisões que a defesa agora contesta — pedindo à Corte que garanta acesso à íntegra dos elementos usados pela PF para fundamentar o pedido de preventiva.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Defesa de Bolsonaro invoca medalhas no STM para salvar patente de capitão

STJ prorroga sindicância contra Buzzi por importunação sexual até abril

Otan eleva alerta antimíssil após interceptar projétil iraniano sobre a Turquia

Anthropic retoma negociações com EUA para uso militar do Claude