Economia

Lula envia projeto que eleva teto do MEI a R$ 140 mil e permite dois funcionários

Limite congelado desde 2018 sobe de forma progressiva: R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028
Lula apresenta aumento do teto do MEI ao Congresso Nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, nesta segunda-feira (29), um projeto de lei complementar que reajusta o teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) e dobra o número de funcionários permitidos na categoria.

A proposta eleva o limite — congelado em R$ 81 mil desde 2018 — para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, afetando diretamente mais de 13 milhões de microempreendedores cadastrados no Brasil.

O projeto foi entregue pelo Executivo ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para modernizar as regras do regime simplificado. O texto precisa ser aprovado pelas duas casas do Congresso antes de entrar em vigor.

Por que o teto do MEI está sendo revisto

O limite atual de R$ 81 mil não é corrigido desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada pela inflação e pelo crescimento natural das receitas tem empurrado empreendedores para fora da categoria — obrigando-os a migrar para regimes tributários mais complexos antes mesmo de consolidar seus negócios.

A proposta busca conter esse movimento. Com o novo modelo progressivo, microempreendedores poderão expandir suas atividades sem perder o enquadramento e a formalização que o MEI oferece.

Além do teto, o projeto altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário registrado. Com a mudança, serão permitidos até dois empregados, o que o governo avalia como estímulo à geração de empregos formais e maior flexibilidade na gestão dos negócios.

O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, classificou a iniciativa como estratégica para a economia. A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.

O MEI integra o ecossistema do Simples Nacional, regime criado em 2006 para estimular pequenas empresas por meio de alíquotas unificadas e mais favoráveis. A reforma tributária aprovada em 2023 não alterou os limites de enquadramento nem do Simples nem do MEI.

A renúncia fiscal já é expressiva: estimativas da Receita Federal projetam que o Simples Nacional deixará de gerar R$ 136 bilhões em arrecadação apenas em 2026. A ampliação do teto do MEI deve pressionar ainda mais esse número nos anos seguintes.

Tensão interna antes do envio

A proposta chega ao Congresso carregando um histórico de resistência dentro do próprio governo. Na véspera do envio do projeto, o Tropiquim revelou que estudos independentes projetam um rombo atuarial de R$ 711 bilhões ao longo de sete décadas — e que o próprio Ministério da Fazenda havia catalogado a ampliação do MEI como “pauta-bomba”, semanas antes de defender exatamente essa medida no Congresso.

A tramitação começa agora na Câmara e, em seguida, segue para o Senado. Somente após a aprovação nas duas casas o novo limite poderá entrar em vigor.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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